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  • Pato Branco, 03 de Setembro de 2014

Publicado em 19 de Dezembro de 2013, às 18h07min

Bônus a policial que atingir meta será de R$ 8 mil por ano, diz Alckmin

Diário do Sudoeste FolhaPress



SÃO PAULO, SP, 19 de dezembro (Folhapress) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse hoje que vai enviar à Assembleia Legislativa o projeto de lei que cria o pagamento de bônus a policiais que reduzirem os índices de criminalidade. O pagamento a cada policial poderá chegar a R$ 8 mil por ano.
A avaliação das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica será feita a cada trimestre. Caso a unidade do policial e o Estado todo atingirem as metas estabelecidas, haverá bonificação de R$ 2 mil, o que pode representar R$ 8 mil extras por ano. Caso as metas forem parcialmente atingidas, os policiais receberão bônus proporcional.
"Ganha o policial e ganha a sociedade. Isso não cria competição, mas cria uma integração, todo mundo remando do mesmo lado, na mesma direção, para fortalecer a segurança", disse Alckmin.
A fala do governador ocorre sete meses após o anúncio da criação do bônus, como parte do plano "SP contra o crime". Na época, a ideia foi criticada por especialistas pelo risco de manipulação nas estatísticas e do aumento na rivalidade interna nas corporações.
O programa de bônus terá metas de curto, médio e longo prazo para três indicadores: número de vítimas de letalidade violenta (homicídio doloso e latrocínio); número de roubos e furtos de veículos, e número de roubos em geral.
Nos últimos meses, apesar da queda nos índices de homicídio, os roubos vem aumentando no Estado.
Segundo o governo, a escolha dos indicadores levou em conta aspectos como a incidência e o impacto social de cada tipo de crime. O objetivo é reduzi-los a um patamar abaixo dos menores já alcançados historicamente.
A Secretaria da Segurança Pública também estudava criar um bônus extra de R$ 3 mil por trimestre para os policiais das cinco unidades mais bem avaliadas no Estado - o que poderia render mais R$ 12 mil por ano. Hoje, no entanto, Alckmin disse que o pagamento máximo será de R$ 8 mil.
Questionada, a secretaria informou que as metas do Estado e das unidades policiais, assim como os valores e condições do programa, serão detalhados somente em janeiro, durante um seminário para as três polícias.
Alckmin disse que o projeto de lei terá data de vigência em 1º de janeiro de 2014, mas o texto só deve ser discutido na Assembleia a partir de fevereiro, quando termina o recesso parlamentar.
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O governador também sancionou hoje quatro leis que tratam da carreira policial.
A primeira cria 5 mil cargos de oficiais administrativos, que substituirão os soldados temporários que cumprem funções burocráticas na PM. O objetivo é evitar que policiais que atuam nas ruas sejam remanejados para trabalho administrativo.
Outra lei permite aos PMs que trabalharem voluntariamente nos seus dias de folga recebam R$ 154,96 (praças) ou R$ 185,95 (oficiais). "O que se procura com isso é evitar o chamado bico", disse o secretário Fernando Grella (Segurança Pública).
Também foi aumentado para R$ 2.924 o teto salarial para recebimento do auxílio alimentação, o que beneficia 15.900 policiais que haviam passado o teto por causa do último reajuste salarial.
A última lei permitirá que policiais aposentados entre 1991 e 2011 sejam promovidos uma patente acima, o que aumenta o valor de suas aposentadorias.