Agropecuária

Paraná recebe reconhecimento nacional de área livre de aftosa sem vacinação

Reconhecimento passa a ter validade em 1º de setembro - Foto: Helmuth K6uhl/Arquivo Diário do Sudoeste

Com AEN

Na terça-feira (11), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconheceu o Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. A normativa, que foi publicada em Diário Oficial da União (DOU), nessa quarta-feira (12) assinada pela ministra Tereza Cristina ainda abrange os estados do Acre, Rio Grande do Sul, Rondônia, e regiões dos Estados do Amazonas e de Mato Grosso, e passa a vigorar em 1º de setembro.

A medida deixa o Paraná mais perto do reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve formalizar ainda neste mês o pedido à OIE, e a expectativa é que a entidade chancele a nova condição em maio de 2021.

Com isso, o setor vai garantir a abertura de novos mercados e atrair investimentos com a potencialização das cadeias de suínos, peixe, frango, leite e pecuária bovina de corte.

Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a conquista é fruto de muitos anos de planejamento, engajamento da sociedade, iniciativa privada, produtores rurais, lideranças políticas e Governo do Estado. Ele destaca a participação fundamental dos servidores da Adapar em todo o processo. “Nosso Estado sempre esteve em dia com as exigências para a conquista do novo status. O reconhecimento significa geração de mais emprego e renda com alcance de mercados mais exigentes”, diz.

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, reforça que a medida representa ganho para os pecuaristas e para o Estado. “O Paraná tem avançado nos últimos anos para a construção de um ambiente sanitariamente adequado e o reconhecimento mostra o sucesso desse trabalho. Isso é resultado do esforço de vários setores e será fundamental para a nossa economia”, afirma.

O presidente do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, destaca que o reconhecimento por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é parte do processo, cujo objetivo maior é que o Paraná obtenha a chancela internacional, o que deve ter um impacto muito positivo para o agronegócio do Estado. “O reconhecimento mundial abre mercados mais sofisticados não só para a bovinocultura, mas para toda a nossa pecuária. É um selo que temos sanidade”, aponta Meneguette.

Microrregião

Dados da superintendência da Adapar, instalada em Pato Branco, apontam que a microrregião possuiu 348 mil animais, de acordo com as declarações feitas pelos produtores na atualização de rebanho realizada pela Adapar.

O superintendente da regional Pedro Castro Tondo, destaque que o reconhecimento nacional é um passo para a autorização internacional. “A partir de 1º de setembro passamos a condição nacional de livre de aftosa sem vacinação, que é um encaminhamento para a um cenário internacional futuro”, diz Tondo.

Ele destaca ainda que a nova normativa vai possibilitar a abertura do comércio para os pecuaristas, além de ser a chance de vender o produto com melhor preço.

Chefe da unidade da Seab de Pato Branco, a médica veterinária Leunira Viganó Tesser fala em satisfação com a mais recente normativa envolvendo a pecuária paranaense. “Tivemos a suspensão da vacina no ano passado, a partir da autorização para suspendermos a vacinação dos animais contra a febre aftosa, foi seguido alguns protocolos, que entre eles é a questão da sorologia dos animais, a questão de todas as propriedades estarem georreferenciadas, cadastrados todos os bovinos e búfalos.”

Ela também enfatizou o trabalho realizado com as diversas cadeias produtivas, como a da suinocultura. “Quando falamos em febre aftosa nos remete a questão do boi e do búfalo, mas existe uma atenção em especial por parte do serviço veterinário oficial com todas as espécies que são suscetíveis a doença febre aftosa.”

Ações

Em 2018, o Ministério da Agricultura realizou auditorias que comprovaram a capacidade do sistema de sanidade do Paraná, e solicitou algumas mudanças para potencializar o serviço. Para atender as exigências, o governo estadual desenvolveu ações como um simulado de atendimento de foco de febre aftosa, aprimoramento de sistemas de fiscalização do trânsito agropecuário, fortalecimento dos conselhos municipais de sanidade, realização de fóruns em todo o Estado para debater o tema com a comunidade e lideranças do setor, e a publicação do edital de concurso público com 80 vagas para veterinários e técnicos agrícolas.

Em fevereiro, foi inaugurado um novo posto de fiscalização em Campina Grande do Sul. Além disso, o Paraná conta com o Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Fundepec), que tem aproximadamente R$ 79 milhões para eventuais indenizações.

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