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Parceiros musicais de quarentena

O acordeonista Diego Guerro aproveitou o distanciamento social para colocar em prática projetos de parcerias com registro em vídeo

Nem todas as notícias sobre a quarentena são ruins. E uma das melhores coisas que esse período de distanciamento proporcionou foi uma aproximação virtual muito maior do que já estávamos vivenciando. Amigos que não se falavam a tempo conseguiram colocar o papo em dia com encontros virtuais; familiares matam a saudade em chamadas de vídeo e, o mais legal (na minha opinião), os artistas conseguiram se aproximar do seu público através das lives. 

E foi em uma apresentação ao vivo, realizada há mais ou menos um mês, que o acordeonista Diego Guerro teve a ideia de colocar em prática a vontade de tocar com alguns músicos que tinha vontade. Através de vídeos, que são gravados cada um na sua casa, ele convocou artistas como a cantora Marina Araldi, o pianista Diego Granza e o contrabaixista Sérgio Copetti. 

“A ideia surgiu a partir de uma conversa com uma amiga, que iria participar comigo de uma live. No teste descobrimos que não conseguiríamos tocar juntos na transmissão ao vivo por causa do atraso entre os áudios. Aí gravamos o primeiro vídeo remotamente para de alguma forma, remediar isso”, conta. 

Isso foi ainda na primeira semana de distanciamento, a mais difícil, de acordo com Guerro. “Tratava-se de uma situação completamente nova e que trouxe grandes mudanças consigo. Confesso que a vida de quem produz arte é quarentena constante, passamos muito mais tempo em casa do que socializando. Mas a liberdade pra sair faz toda a diferença nesses momentos, e foi isso que passamos a valorizar ainda mais”, acredita. 

Diante da dificuldade da incerteza, esse tipo de ação, pensa o acordeonista, “além de incentivar os artistas a se expressarem através das suas linguagens, revisitando as parcerias já estabelecidas e também criando novas conexões, reafirma a importância da arte para a sociedade, especialmente em tempos onde a realidade é tão indigesta”.

No caso dos vídeos, os parceiros são colegas de música e de causa, com quem já tocou ou gostaria de ter tocado. “Os que já toquei cheguei através da convivência mesmo, e aqueles que ainda não toquei presencialmente, através de amigos em comum, ou pela admiração. São vários sons diferentes, mas basicamente música instrumental, MPB e música latinoamericana, até agora”,define.

Para Guerro, esse é um jeito muito cômodo e prazeroso de tocar com quem se admira e por alguma razão está distante, por isso pretende dar continuidade nesse modelo de trabalho. “Já tem vários vídeos gravados que serão lançados em breve, e outros planejados que serão gravados logo mais”.

Quem quiser conhecer melhor essas parcerias pode visitar o perfil do acordeonista no Instagram (@diegoguerro), no facebook ou no www.diegoguerro.com.br.

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