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Comunicação transparente é positiva para política monetária, diz diretora do BC

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ATENÇÃO, SENHORES EDITORES: MATÉRIA COM EMBARGO. PUBLICAÇÃO LIBERADA A PARTIR DE DOMINGO, DIA 14 DE MARÇO DE 2021.
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A diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Fernanda Nechio, fez na terça-feira, 9, uma palestra sobre o uso da comunicação com instrumento de política monetária pelos bancos centrais. Segundo ela, a comunicação dessas instituições é um meio de transparência das decisões, mas também faz parte do arcabouço de instrumentos para o redirecionamento de expectativas.
“Há instrumentos de atuação dos bancos centrais que são convencionais – como alterações na taxa de juros – ou não convencionais, como o uso da comunicação e a compra de ativos. São instrumentos relativamente mais novos, mas que já têm sido bastante usados pelos bancos centrais”, destacou em aula magna virtual sobre política monetária e comunicação aos alunos de graduação da PUC-Rio.
Fernanda destacou que o BC tem capacidade de influenciar os juros tanto no curto como no longo prazo. “O direcionamento das expectativas do mercado tem impacto relevante. E não só o mercado financeiro deve entender o BC, mas a sociedade como um todo”, completou.
A diretora lembrou que a comunicação dos bancos centrais de economias avançadas ganhou importância na medida em que as taxas de juros de curto prazo se aproximaram do chamado “zero lower bound” após a crise financeira de 2008.
Nesse sentido, a diretora citou a adoção do “forward guidance” – ou prescrição futura, no jargão em inglês -, que também passou a ser usado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC brasileiro no segundo semestre de 2020 como instrumento adicional de política monetária.

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