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Desigualdade digital de gênero ocorre em 17 dos 23 países da AL e do Caribe

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ATENÇÃO, SENHORES EDITORES: MATÉRIA COM EMBARGO. PUBLICAÇÃO LIBERADA A PARTIR DE DOMINGO, DIA 18 DE OUTUBRO DE 2020.
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Em 17 dos 23 países da América Latina e do Caribe, menos mulheres declararam possuir celulares em comparação com homens. Mulheres de baixa escolaridade que vivem em áreas rurais são, ainda, as menos “conectadas”, mostra o estudo “Desigualdade digital de gênero na América Latina e no Caribe”, coordenado pela cientista social italiana Valentina Rotondi, com base em dados da Pesquisa Mundial Gallup, informações dos países e rastreamento da rede social Facebook.
Apesar de que haver diferença de gênero na maior parte dos países, o estudo mostrou exceções. Enquanto no Brasil e na Argentina há uma situação de quase paridade, Guatemala e Peru são exemplos de nações em que a diferença é maior, enquanto no Chile e no Uruguai a proporção tende a favorecer as mulheres. A pesquisa, divulgada na quinta-feira, 15, foi realizado pela Universidade de Oxford com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
De acordo com comunicado do IICA, o tema estudado adquire especial relevância em tempos de pandemia de covid-19, que acelerou mudanças nas formas de produção e nas redes de comercialização de todo tipo de produtos, como alimentos e outros bens fornecidos pelo campo.
“A rápida difusão dos telefones celulares mostrou potencial para reduzir a exclusão digital e afetar positivamente a economia e o desenvolvimento social. Para muitas pessoas, dispositivos móveis são computadores baratos, fáceis de usar e eficazes, que permitem comunicar-se, ter acesso a informações e a serviços vitais de saúde, educação e economia, ou venda de sua produção”, disse Rotondi, no comunicado.
A proporção de pessoas que possuem telefones celulares nos países analisados aumentou cerca de 80% em 2017 e 45% desde 2006, segundo os dados anuais do Gallup, e a lacuna entre os gêneros na posse de celulares diminuiu na última década. No entanto, voltou a piorar nos últimos cinco anos.
“Apesar dos avanços, as mulheres ainda estão atrasadas no acesso digital. De acordo com o mais recente informe divulgado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), na maioria dos países as mulheres ainda estão atrás dos homens no sentido de se beneficiar do poder de transformação das tecnologias digitais. Mais da metade da população feminina global (52%) ainda não usa internet, em comparação com 42% de todos os homens”, acrescentou Rotondi, que analisou dados da Pesquisa Mundial Gallup (2017) associados a informações proporcionadas por celulares.

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