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‘Hardcore’, o cinema radical de Paul Schrad

É fato que Martin Scorsese realizou seus melhores filmes – nos anos 1970 e 80 – com roteiro de Paul Schrader e produção de Barbara De Fina. De formação calvinista, Schrader estudou a obra de três mestres – o japonês Yasujiro Ozu, o dinamarquês Carl Theodor Dreyer e o francês Robert Bresson – que usaram o cinema como mídia em busca da transcendência. Nesta sexta, vale (re)ver um filme do começo da carreira de Schrader como diretor – Hardcore – No Submundo do Sexo. Passa às 22h, no TCM.

Em Motorista de Táxi, de 1975, Scorsese e Schrader de alguma forma já haviam refeito o clássico Rastros de Ódio, de John Ford, quando Travis/Robert De Niro cai na noite de Nova York para resgatar a prostituta mirim Jodie Foster. Em Hardcore, um pai rígido busca a filha que sumiu no universo da indústria pornográfica de Los Angeles – outro tributo a Ford.

Em The Searchers, John Wayne procura a sobrinha, Natalie Wood, sequestrada por peles-vermelhas. George C. Scott, o pai pastor, une-se a uma prostituta para tentar chegar à filha. Schrader sempre foi atraído pela sordidez do submundo – seus roteiros que o digam. Seu pai não é compassivo. Scott usa a prostituta, e a filha não nutre o menor carinho por ele. É um filme terrível. Mesmo insatisfatório – no desfecho – tem seus méritos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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