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Índice Neurotech de demanda por crédito (INDC) cai 0,1% em outubro

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ATENÇÃO, SENHORES EDITORES: MATÉRIA COM EMBARGO. PUBLICAÇÃO LIBERADA A PARTIR DE DOMINGO, DIA 22 DE NOVEMBRO DE 2020.
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A procura por crédito no País perdeu força em outubro, depois de crescer nos meses anteriores em processo de recuperação após a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Em outubro, o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC), que mede o número de solicitações de financiamentos mensais nos segmentos de varejo, bancos e serviços, caiu 0,1%, depois da alta em torno de dois dígitos até agosto (terceira alta seguida), enquanto em setembro houve aumento menor, de 3%. No acumulado deste ano até outubro, a demanda por crédito encontra-se 30% maior do que em janeiro, conforme o indicador elaborado pela da Neurotech, cujo levantamento foi antecipado ao Estadão/Broadcast.
O resultado do mês passado indica que a recuperação do consumo pós-pandemia pode ter atingido o limite, avalia o diretor de Produtos e Sucesso do Cliente da Neurotech, Breno Costa, ponderando que o desempenho não sugere preocupação.
Antes das medidas de isolamento social, Costa lembra que a vontade de comprar existia, mas o consumo foi impossibilitado por conta da quarentena. Além disso, acrescenta que as incertezas fizeram os brasileiros ficarem mais reticentes em gastar.
Porém, cita, com a abertura da economia e a visão de que o pior da crise já passou, as pessoas ampliaram seu crediário para irem às compras. “Agora estamos vendo a realidade bater à porta e a demanda se arrefecer”, avalia Costa.
Na avaliação do executivo, a acomodação do INDC pode ser vista como uma pausa para o consumidor obter fôlego e ampliar o consumo de fim de ano, com a Black Friday e o Natal. “De qualquer forma, é preciso observar que o brasileiro já está endividado, houve uma queda considerável da renda e o auxílio emergencial está com os dias contados”, pondera Costa.
Segmentos
Em outubro, houve aumento na demanda por crédito nos bancos e financeiras e no setor de serviços, de 1% e 3%, respectivamente. Entretanto, este movimento foi compensado pela queda de 10% do varejo, após recuo de 5% em setembro. O movimento, diz, pode ser explicado pela cautela do consumidor em meio ao aumento do endividamento e ainda pelo encarecimento de produtos essenciais.
No varejo, o destaque foram os segmentos moveleiro e eletro. Pela ordem, tiveram declínios de 72% e de 3%. Já a demanda por crédito em supermercados, lojas de departamento e vestuário apresentam alta de 14%, 11% e 10%, respectivamente.

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