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Log-in cresce na América Latina e já mira atracar também na Bolívia

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ATENÇÃO, SENHORES EDITORES: MATÉRIA COM EMBARGO. PUBLICAÇÃO LIBERADA A PARTIR DE DOMINGO, DIA 18 DE OUTUBRO DE 2020.
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A crise envolvendo a covid-19 deu mais gás ainda para a brasileira Log-In Logística Intermodal avançar com seus planos de crescimento. A empresa, que oferece soluções logísticas de movimentação portuária e navegação de cabotagem, fechou uma parceria com um grupo do Paraguai e passou a atender também o porto de Assunção. O presidente da empresa, Márcio Arany, revelou que o sucesso do projeto pode levar a Log-in também para a Bolívia no futuro.
Buenos Aires será o porto de conexão da carga em contêineres dos navios da Log-In para embarcações menores que farão a travessia via Rio Paraná. Para viabilizar esta operação, o grupo firmou parceria com o armador Independência Shipping Line (ISL) que será responsável por operar o trecho Assunção / Buenos Aires / Assunção, utilizando três navios próprios com capacidade total de 510 TEUs. Na prática, o negócio é quase como um compartilhamento de espaço entre as embarcações das empresas, que conseguem agora ampliar sua cobertura sem a necessidade de investimentos significativos.
Antes, a empresa atracava apenas em Montevidéu (Uruguai) e em dois portos na Argentina (Buenos Aires e La Plata). As conversas para adicionar Paraguai ao portfólio começaram no segundo semestre do ano passado. Conforme a rota vai se expandindo, a empresa pode usar também o porto de La Plata para fazer a conexão entre as regiões, a depender do tipo de carga. Entre os produtos principais da rota estão os agrícolas, além do comércio de produtos com origem na Zona Franca de Manaus, hoje atendido, sobretudo, via transporte rodoviário. Inicialmente, a escala da nova rota ao Paraguai será quinzenal.
“O Paraguai também é entrada para a Bolívia. A sequencia do projeto é desenvolver este país, ao chegarmos até Puerto de Aguirre (por meio dos navios da empresa parceira)”, disse, sem dar um calendário de quando isso iria acontecer. “Queremos nos posicionar melhor no Mercosul, como uma fornecedora de logística. Queremos oferecer serviços de ponta a ponta e fortalecer nossa presença em mercados não tão tradicionais”.
A Log-in possui hoje uma frota própria de seis navios porta-contêineres, com capacidade total de 15.500 TEUs. A Log-In também administra e opera o Terminal Portuário de Vila Velha, localizado no Porto de Vitória (ES), que teve o contrato de arrendamento renovado na semana passada para até 2048, além de dois terminais intermodais, um em Itajaí (SC) e outro no Guarujá (SP).
A crise, explicou, foi o momento mais propício para se avançar com a parceria para crescer no Mercosul. “Não tem investimento financeiro em nenhum dos lados. Com o acordo, estamos um tentando gerar demanda para o outro. É um ganha-ganha. Se eu tivesse alugado um navio para fazer a rota aí sim seria um movimento arriscado para se fazer na crise”, contou.
Apesar do otimismo, o cenário ainda traz desafios para o setor. A empresa sentiu com impacto da crise com mais força no segundo trimestre, quando a cabotagem como um todo encolheu em termos de volume. “Abril foi bem crítico, mas o mercado foi retomando. Estamos vendo com otimismo os dados”, disse, destacando não poder passar mais detalhes porque os números ainda não foram divulgados ao mercado.

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