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O poder da cor

Você sabe qual paleta de cores mais combina com você? A coloração pessoal é uma ferramenta de autoconhecimento, harmonia estética e economia

Sempre fui sardenta. Minha mãe se incomodava um pouco com isso, e tentou, quando eu era criança, utilizar alguns produtos para clarear minhas sardas, mas quando fiquei mais velha percebi que elas faziam parte da minha identidade.

Meu cabelo, que é naturalmente castanho dourado, nunca ficou loiro quando eu fazia mechas. Eu sempre achei ele um pouco sem graça, então há mais de 20 anos pinto ele de ruivo, aquele bem laranjadinho. Sempre achei que combina com as minhas sardas e cor do meu olho, que não sei definir muito bem qual é. 

Aliás, laranja sempre foi minha cor preferida. Descobri isso quando estava na graduação e um amigo falou: vi uma coisa laranja se aproximando e sabia que só podia ser você. Todas as minhas roupas eram laranja. Também gosto de amarelão, vermelhão, verdão, azul turquesa, tudo vibrante. 

Sabe essa maquiagem fosca, delineador e bocão vermelho mate? Acho lindo, mas nunca consegui usar. Sempre gostei de sombra glow, boca com gloss, iluminador. 

O auge dessa combinação foi quando comprei um vestido vermelho quase laranja de charmeuse, um tecido brilhante, e me senti linda quando vesti. Teve amiga que achou um exagero estar com ele no bar, fiquei insegura de usar outras vezes. 

Isso até descobrir minha coloração pessoal. Com a consultoria, tive comprovação científica que minha aparência fica muito melhor com cores quentes e brilhantes. Meus olhos brilham, minha pele se ilumina, eu pareço até mais feliz quando uso a minha paleta, que é a chamada Primavera Pura. Descobri que posso usar meu vestido com maquiagem brilhante e cabelo ruivo e ser ainda mais maravilhosa do que já sou!

Quem deu o aval para que eu assumisse de vez minhas cores e texturas favoritas foram a Gabi e a Raquel.

A Gabriela Desconsi é empreendedora e consultora de estilo. “Minha função maior é entregar autoconhecimento para as pessoas com o que eu faço, independente do que for”, diz. A Raquel Puska, minha amiga de longa data, é designer gráfico e consultora de estilo. “Pra mim, a moda é a nossa segunda pele. Minha função através da consultoria de estilo é ajudar as pessoas a tornar o seu visual cada vez mais alinhado ao seu jeito de ser”, define.

Juntas, elas fazem análise de coloração pessoal, um serviço de autoconhecimento e validação de identidade, realmente. 

“Nós fizemos um curso de análise de coloração pessoal juntas, em São Paulo, e a partir disso começamos a conversar sobre fazer atendimentos em dupla. Conforme fomos criando nosso primeiro serviço, sentimos a necessidade de criar um perfil exclusivo focado em consultoria, autoconhecimento e autoestima”, dizem. 

Foi assim que surgiu a Realse, já que elas perceberam que o serviço que prestam é muito maior do que elas para deixarem apenas seus nomes. “Acreditamos que esse é um projeto que pode evoluir muito e contar com a colaboração de muita gente. O nome Realse vem da nossa vontade de mostrar para as pessoas que todas já são reais, incríveis e únicas. Nossa ideia é realçar o seu ser”. E assim fizeram comigo e com tantas outras pessoas que passaram pelo atendimento.

Coloração pessoal

A análise de coloração pessoal é um processo em que conhecemos a harmonização das cores com a nossa beleza natural, e que pode ir muito além da descoberta da nossa cartela. É um processo libertador para quem tem dificuldade de sair do combo básico de cores, preto, branco e cinza, e também para quem deseja incluir mais cores nas suas produções, mas não se sente segura pra isso. “Saber quais cores te valorizam e aprender como usá-las no seu dia a dia pode ser um ótimo aliado na construção e comunicação da sua imagem pessoal. Tudo isso por meio de uma jornada de autoconhecimento através das cores que vai mudar o seu jeito de consumir e de se vestir”, afirmam. 

O processo todo tem três etapas. Começa com um questionário online, que contém algumas perguntas que vão guiar no processo da análise, além de ajudar a entender o gosto pessoal e o objetivo do cliente com o processo. A segunda etapa é a análise em si, que é feita de forma presencial, em que é avaliado, através de uma mistura de técnica e subjetividade, o efeito das cores no rosto do cliente. “Tudo é feito por comparação, através de um kit super completo de tecidos coloridos, que são colocados logo abaixo do rosto, como se fossem uma blusa”, explicam. Nessa etapa, o primeiro passo é a análise de temperatura de subtom de pele, que pode ser quente, frio, neutro-quente ou neutro-frio. Tendo essa parte definida, elas passam para a definição da cartela em si, que é feita através de duas etapas muito importantes: a comparação dos tecidos, como na parte da temperatura, e a análise técnica-teórica, onde aplicam todo o conhecimento e estudo para definir uma cartela certeira para o cliente. A terceira etapa é a entrega de um guia digitalizado super completo, feito especialmente para o cliente em questão, contendo todas as informações da análise, com sugestões de tudo o que foi conversado no dia da análise, como tecidos, acessórios e maquiagem.

“Vamos avaliar três dimensões: cor, acabamento e contraste. O acabamento pode ser opaco ou brilhoso, e é legal porque tem pessoas que amam coisas mais suaves, sem brilho, enquanto há outras que amam brilho, e tudo isso faz parte da personalidade de cada um, mas também é bem intuitivo com relação ao que harmoniza melhor. Já o contraste pode variar de baixo a alto e também é super importante para manter a harmonia”.

Além de todos os resultados estéticos, a análise reflete em um consumo mais consciente e econômico, já que não haverá erros na hora de comprar, por exemplo maquiagem. “Conhecer a nossa cartela de cores é conhecer as cores que já fazem parte da nossa beleza. Nada do que está na cartela é por acaso, e sim um complemento das nossas cores naturais. É um momento onde o cliente passa a entender as suas preferências, que são super intuitivas”, ressaltam.

Elas contam que uma cliente que não gostava muito de preto, algo super raro, já quase todo mundo ama, passou a ver a cor com outros olhos percebendo que ele a valorizava. Outra, depois de fazer a análise e descobrir o tom certo de amarelo que a valorizava, investiu em uma camisa da cor com a intenção de atualizar a sua foto profissional do Linkedin, mas gostou tanto do resultado que decidiu atualizar as fotos de todas as suas redes sociais. Também acontece muito de os clientes entenderem porque não conseguem usar determinadas cores tanto em roupas, quanto maquiagem, como o famoso batom vermelho. Com a análise, aprende-se a “driblar” o efeito de desarmonia que todos sentimos. 

“Uma coisa que é muito legal, e a gente vê bastante, é a pessoa perder o medo de usar cor. Muita gente não usa por medo de parecer fantasiado, e não porque de fato não gosta. E a análise traz essa segurança na hora de escolher quais cores colocar nas suas composições. A maioria das pessoas se identifica muito com a cartela e passa a usar muito mais cor”, definem.

Para finalizar, elas reforçam que “a coloração pessoal é uma ferramenta de  autoconhecimento incrível. Uma maneira de se ver com novos olhos, entender melhor as suas características de beleza pessoal, as cores que mais a valorizam e te deixar mais seguro e confiante na hora de se vestir. Definir a sua cartela de cores pode mudar também a sua forma de consumir e tornar suas escolhas muito mais assertivas, contribuindo com o seu bolso e com um planeta mais sustentável. Temos certeza que qualquer coisa que nos entregue um conhecimento mais aprofundado sobre nós mesmos é extremamente válida e libertadora. Quanto mais nos conhecemos, mais felizes e plenos seremos, e é um caminho lindo de se percorrer”.

Quem tiver interesse em conhecer como funciona ou tirar qualquer dúvida, pode entrar em contato pelo nosso Instagram @realse.co ou pelos nossos telefones (vale whatsapp) Gabriela: (46) 99120-8808  e  Raquel: (46) 99904-2447.

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