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Presidente do BNDES defende no modelo de investimentos em saneamento básico

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ATENÇÃO, SENHORES EDITORES: MATÉRIA COM EMBARGO. PUBLICAÇÃO LIBERADA A PARTIR DE DOMINGO, DIA 06 DE DEZEMBRO DE 2020.
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, defendeu na segunda-feira, 30, a mudança no modelo de investimentos em saneamento básico, com o incentivo a aportes em concessões operadas pelo setor privado. Para Montezano, o banco deve investir na estruturação de projetos, que “custam dinheiro e levam tempo”, em vez de subsidiar o crédito para grandes empresas.
“No auge dos subsídio ao BNDES, eram R$ 50 bilhões por ano. Imagina esse dinheiro em saneamento? Mas estamos consertando, estamos aprendendo”, afirmou Montezano, em transmissão ao vivo no primeiro dia da “Semana BNDES com S de Social e de Saneamento”, que teve eventos online até a sexta-feira, 4.
Segundo o executivo, o modelo atual do setor, com os investimentos capitaneados por companhias estatais estaduais que também operam os serviços de água e esgoto, “está exaurido”.
“Estamos tentando um modelo há décadas que não funcionou, está exaurido”, disse Montezano.
No cenário atual, em que a situação fiscal dos governos, em todos os níveis, “é pior do que vimos durante muitos anos”, tanto por causa de “erros do passado” quanto por causa dos gastos para enfrentar a pandemia de covid-19, é “mais urgente ainda que o modelo mude”, completou o presidente do BNDES.
Montezano defendeu um modelo que, segundo ele, colocado em primeiro lugar “sempre o cidadão”.
“Não importa quem está prestando o serviço, se o publico ou privado”, disse o executivo, ressaltando que há “bons projetos” de concessão a caminho, já que sua gestão está focando cada vez mais o BNDES “na estruturação dos projetos”, o que “leva tempo e custa dinheiro”.

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