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Ducati Panigale V4 S melhora com ajuste fino

Quando chegou ao Brasil, em 2019, a Ducati Panigale V4, com motor de quatro cilindros, mostrou que representava uma mudança radical no universo de superesportivas criadas em Borgo Panigale, distrito italiano onde fica a sede da marca. Agora, a linha 2020 traz melhorias importantes que deixaram a moto ainda melhor em pista.
Com tabela de R$ 129.990, a Panigale V4 S, que é a versão intermediária na Itália e a única à venda no Brasil, ganhou inovações derivadas da versão de topo, V4 R. Entre as novidades esttão a carenagem redesenhada e vazada nas laterais que lembram guelras e melhoram a passagem do ar. O conjunto está mais largo (15 mm de cada lado na frente e 38 mm nas laterais). Além disso, o para-brisa é mais alto que o do modelo anterior.
Outra novidade são as “asas” laterais, apêndices cuja função é aumentar a pressão aerodinâmica na dianteira. Segundo dados da Ducati, a 270 km/h a pressão aumentou em até 30 kg. A estabilidade da dianteira em frenagens foi aprimorada.
Completam o pacote as manoplas de competição, mais finas, feitas de borracha e com textura que proporciona maior aderência. Da V4 R veio também a nova geração do controle de tração e do quickshift, sistema que permite mudar de marcha sem que seja preciso acionar o manete de embreagem.
A suspensão tem novo ajuste. Há ainda amortecedor traseiro 2 mm mais curto e links do braço de suspensão 5 mm menores. Com isso, segundo informações da Ducati, a Panigale V4S está mais rápida, sobretudo nas entradas de curva.
Avaliada em circuito com longa reta e curvas de alta e baixa, a suavidade da moto em relação às antecessoras com motor de dois cilindros é evidente. Mesmo nos modos Sport e Race (há também o Street, em que a entrega de potência e os auxílios à pilotagem são reduzidos), o modelo é mais fácil de pilotar do que qualquer outra Ducati.
O motor de quatro cilindros em V de 1.103 cm³ gera 217 cv e 12,6 mkgf. O comportamento é suave mas, ao ser provocada, a moto revela a verve brutal típica dos modelos da marca.
Com o novo quickshift, as trocas de marcha ficaram mais rápidas com o motor girando acima das 10 mil rpm. Da V4 R vieram também a parte frontal do quadro. Isso aumentou a estabilidade e a facilidade com que o piloto aponta a moto nas curvas.
Sensações
Em relação à linha 2019, a sensação é de que a nova moto está muito mais leve. A falsa impressão deve-se às mudanças de quadro e suspensão.
É difícil pra um piloto mediano obter o máximo que a Panigale V4 S pode entregar. Pendulando e acelerando forte nas saídas de curva, não há como não agradecer a existência dos sistemas eletrônicos de assistência.
O refino da eletrônica permite total controle da Panigale V4 S. Ao chegar ao fim de uma longa reta, reduzir e frear só a traseira, o piloto pode sentir a moto escorregar de lado e o obrigar a fazer um leve contraesterço.
Além dos controles de tração e estabilidade, há o de escorregamento, de freio motor e de largada, além do anti-wheeling, que evita que a frente empine.
Para garantir segurança no fim da reta a 215 km/h, há freios da Brembo, com discos duplos de 330 mm na frente e simples atrás de 245 mm. O ABS para curva reduz a velocidade com a moto inclinada sem perda da trajetória.

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