Brasil

Norte avança na reabertura; Sul toma medidas mais rígidas

Foto: Ari Dias/ AEN

Agência Brasil

Quando a pandemia do novo coronavírus impôs o isolamento social, para tentar conter o avanço do número de casos e mortes por covid-19, os governos dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal criaram planos que definem a retomada gradual das atividades econômicas. Em boa parte dos estados, esses planos resultaram em reabertura, com regras, de diversos setores. A Agência Brasil vem acompanhando, quinzenalmente, a execução desses planos. No final de junho, foi publicado o primeiro levantamento, no início de julho, o segundo e, na terceira semana de julho, o terceiro .

O Norte e o Nordeste, em geral, aumentaram a abertura de suas economias, enquanto o Sul tomou medidas mais rígidas para conter a pandemia.

Em alguns estados, como Acre e Rondônia, os governos locais reclassificaram municípios de acordo com planos de retomada, com expansão do funcionamento de mais setores, como no Amapá. Em outros casos, a retomada incluiu a abertura de novas atividades. O Amazonas, primeiro estado a sofrer com a pandemia, já marcou o cronograma de volta às aulas presenciais. 

O Piauí e o Rio Grande do Norte estão com processo de retomada de diversos setores econômicos.

Já o governo gaúcho vai aumentar a testagem no estado. O programa Testar RS está ampliando o número de testes diários de RT-PCR que vai saltar de mil para 8 mil testes diários. Em Santa Catarina, 209 municípios estão com o transporte coletivo interrompido.

Paraná

O governo do Paraná definiu em março por decreto, que ainda está em vigor, as atividades consideradas essenciais. Em razão de decisão expedida pelo STF, os municípios paranaenses estão definindo o ritmo de abertura de atividades consideradas não essenciais.

O Paraná não decretou quarentena geral. Os dados do último boletim conjuntural elaborado pelas secretarias de Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes, divulgado em 23 de julho, apontava que 93% das empresas formais do estado (que emitem documento fiscal), estavam em operação na época. Em julho houve um decreto de restrição de atividades em 8 regiões que apresentavam números mais elevados da covid-19. A medida expirou no dia 15 de julho.

O estado mantém as orientações sobre a necessidade de isolamento e distanciamento social e ainda estuda formas de retomada de aulas presenciais nas redes público e privada, suspensas desde março. Ainda não foi definida uma data, mas os protocolos já estão bem adiantados, informou a assessoria de imprensa do estado. Neste momento, a Secretaria da Educação do Paraná está fazendo uma consulta aos pais para recolher opiniões sobre o retorno das aulas.

O Paraná será um dos estados beneficiados pelas ações do Movimento Nós, uma iniciativa de oito grandes empresas para apoiar os pequenos varejos a superarem a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Na quinta-feira (6), o governador Carlos Massa Ratinho Junior participou de uma videoconferência com executivos das companhias envolvidas no projeto.

A proposta do Movimento Nós é contribuir com a retomada de 21 mil estabelecimentos comerciais do estado, que empregam cerca de 65 mil pessoas. A ideia é ajudar na retomada das atividades e garantir a reabertura de comércios locais, como bares, lanchonetes, padarias, mercearias, empórios e restaurantes.

Movimentação no centro de Porto Alegre
Movimentação no centro de Porto Alegre – Maria Ana Krack/PMPA

Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul continua adotando o Distanciamento Controlado,  em vigor desde o dia 11 de maio, com medidas que visam evitar a propagação do coronavírus. O modelo prevê quatro níveis de restrições, representados por bandeiras nas cores amarelo, laranja, vermelho e preto, que variam conforme a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada uma das 20 regiões.

Segundo informou a assessoria de imprensa do estado, nesta semana seis regiões estão em bandeira vermelha e 14 em bandeira laranja. Quanto a volta às aulas, a assessoria informou que a questão vai avançar na próxima semana, e que as aulas poderão ocorrer em setembro.

O governo está se esforçando para aumentar a testagem no estado. O programa Testar RS está ampliando o número de testes diários de RT-PCR no estado. Para isso o governo assinou, no dia 6, um termo de cooperação com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). O objetivo é organizar os postos de testagem para covid-19 e o uso do aplicativo do projeto Dados do Bem, tanto para coleta quanto processamento de informações, incluindo o resultado dos testes. Assim, o número de testes vai saltar de mil para 8 mil testes diários.

Segundo o governo, a parceria garantirá que o Rio Grande do Sul coloque em prática uma das estratégias consideradas mais eficazes em países que conseguiram controlar a pandemia de coronavírus: a ampliação da testagem da população gaúcha com o rastreamento de casos.

“Estas informações baseadas em ciência e inteligência nos ajudarão a tomar as medidas mais adequadas a cada situação para frear o avanço da doença no Rio Grande do Sul”, complementou o governador Eduardo Leite, ao anunciar a parceria em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Santa Catarina

O estado mantém a regionalização, com autonomia dos municípios em ações específicas. Ainda assim, não há data para retomada das aulas (particulares ou privadas). Desde o dia 4 de agosto foram ampliadas as suspensões de serviços do transporte público para outras três regiões que foram classificadas como em risco gravíssimo para a pandemia. Com isso, 209 municípios estão com transporte coletivo interrompido.

O governo do estado relatou que há 98.634 pacientes com teste positivo para covid-19 em Santa Catarina, dos quais 85.913 estão recuperados e 11.364 permanecem em acompanhamento. O número foi divulgado na quinta-feira ( 6). Desde o início da pandemia, 1.357 óbitos foram causados pelo novo coronavírus. Esses números colocam a taxa de letalidade em 1,38%.

A cidade com a maior quantidade de confirmações de infecção pelo novo coronavírus é Joinville, com 8.440 casos. Na sequência, aparecem Blumenau (5.999), Balneário Camboriú (4.666), Chapecó (4.174), Itajaí (3.934), Florianópolis (3.916), Criciúma (3.077), Brusque (2.972), São José (2.862) e Palhoça (2.746). A taxa de ocupação dos leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina é de 81,4%.

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