Geração de empregos

Aos poucos a indústria do Paraná está retomando o ritmo de contratações de trabalhadores. Em junho, o setor criou 1.600 novas vagas. É o melhor resultado desde o início da pandemia. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pela Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia, foram divulgados na última terça-feira, 28, e revelam que o setor reverteu a tendência de queda que vinha desde abril. No total, o Paraná teve saldo positivo com a criação de 2.829 vagas em junho. O crescimento foi puxado principalmente pelo resultado da indústria e da construção civil, que contratou 1.828 trabalhadores. O agronegócio abriu 77 e, serviços, 46. Já o comércio registrou fechamento de 721 vagas. Com isso, no primeiro semestre o saldo do estado ainda ficou negativo, com 47 mil postos de trabalho fechados.

Tradener
A comercializadora de eletricidade paranaense Tradener iniciou nos últimos dias exportações de energia para a Argentina que visam ajudar a atender à demanda do país vizinho durante o inverno, em operações que devem movimentar cerca de 20 milhões de dólares por semana, disse à agência de notícias Reuters um executivo da empresa. As negociações envolvem energia produzida por termelétricas operadas no Brasil pelas francesas Engie e EDF e pela estatal paranaense Copel, que é revendida pela Tradener para a operadora do mercado elétrico argentino, a Cammesa, por meio de um contrato direto. A transação, a primeira realizada dentro de uma regra aprovada em 2019 que permite intercâmbios comerciais, e não trocas, como no passado, ainda contou com garantias do Banco Itaú e da Junto Seguradora (ex-JMalucelli Seguradora).

Ônibus embarcados
Pela primeira vez, um navio tipo Ro-Ro (Roll-on/roll-off), que transporta cargas rolantes, foi afretado exclusivamente para carregar um lote completo de ônibus no Porto de Paranaguá. O Ulusoy 5 levou nesta semana 130 veículos de transporte de passageiros para Luanda, na Angola. Essa quantidade de ônibus embarcada, em uma única operação, também é novidade no porto paranaense. O navio atracou na última segunda-feira, 27. A operação foi realizada pela Marcon, principal empresa operadora de veículos e carga geral no Porto de Paranaguá. A embarcação atracou por volta das 6h, carregou em cerca de seis e zarpou no mesmo dia, às 19h. Os ônibus foram adquiridos pelo Ministério dos Transportes de Angola. Os ônibus que estão sendo exportados pela Marcopolo, sob coordenação da Asperbras, foram fabricados na unidade da empresa em Caxias, no Rio Grande do Sul.

Ocepar e Crea-PR
Durante o 1º Fórum Digital dos Presidentes realizado na última terça-feira, 28, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o presidente em exercício do Crea-PR, Osvaldo Danhoni, assinaram o Acordo de Cooperação – ART Social – Campo Fácil, para produtores da agricultura familiar com DAP – Declaração de Aptidão ao Pronaf, ativa. O acordo visa estabelecer compromissos entre as partes signatárias, objetivando o acesso de agricultores familiares filiados às cooperativas que integram a Ocepar às condições necessárias para desenvolvimento rural sustentável, criando condições de melhoria da qualidade de vida da população rural, ampliação da renda de agricultores e preservação ambiental do espaço rural, mediante a participação de profissional habilitado no Sistema Confea/Crea.

Myanmar abre mercado
Frigoríficos do Brasil ganharam autorização para exportar carne suína para Myanmar, disse na última terça-feira, 28, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), citando informações do governo federal. “A abertura de mercado já conta, inclusive, com Certificado Sanitário Internacional (CSI) publicado no sistema do Ministério brasileiro”, afirmou a associação em nota. A entidade não detalhou quantas unidades foram habilitadas pelo país asiático. O presidente da ABPA, Francisco Turra, ressaltou no comunicado que Myanmar é uma das nações da Ásia que tem sofrido com perdas geradas pela peste suína africana, com impacto direto na oferta local de proteína animal. Com 53 milhões habitantes, a população de Myanmar tem consumo per capita médio de 17,5 quilos anuais de carne suína, informou a ABPA.


Vale locomotiva

A Vale e a Progress Rail, empresa da norte-americana Caterpillar, estão desenvolvendo uma locomotiva de pátio de manobra 100% elétrica, movida a bateria, informou a mineradora nesta terça-feira. A companhia anunciou que a locomotiva deve entrar em fase-piloto de testes ainda neste semestre na Unidade Tubarão, em Vitória (ES). A construção, ainda segundo a Vale, acontece na fábrica da Progress Rail em Sete Lagoas (MG). “A locomotiva de pátio 100% elétrica faz parte do Programa PowerShift de substituição da matriz energética da Vale por fontes limpas”, disse a mineradora em comunicado, acrescentando que o equipamento, batizado de EMD Joule, também possui menor emissão de ruídos. De acordo com a Vale, o transporte ferroviário representa atualmente 10% do total de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa da empresa, que pretende reduzi-las em 33% até 2030.

30% dos restaurantes

O presidente da ANR (Associação Nacional dos Restaurantes), Cristiano Melles, disse na última terça-feira, 28, em entrevista ao jornal O Tempo, de Minas Gerais, que cerca de 30% dos restaurantes de todo o Brasil não deve sobreviver à paralisação das atividades decorrente da pandemia do novo coronavírus. “Eu falava que nós estávamos em torno de 18% de restaurantes que não iam abrir. Esse número já veio para 30% e, vou te falar: se a gente passar mais 10, 15 dias fechados, isso facilmente passará de 40%”, disse. “Cada dia que passa, a gente precisa lembrar que o dono do bar, do restaurante, ele vivia daquilo. E ele tem seu custo de vida próprio. E ele tá tendo que arcar com o seu custo de vida próprio sem nenhuma receita. Cada dia que passa o buraco é mais embaixo”, acrescentou.

Exportação de carne

O ritmo de exportações brasileiras de carne bovina in natura continua acelerado. O avanço foi de 3% na média diária na última semana, no comparativo da semana anterior, chegando agora a 7,58 mil toneladas embarcadas diariamente. Com isso, o total exportado nos primeiros 18 dias úteis do mês de julho  já soma 136,42 mil toneladas, o maior volume da história para o período, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita também é recorde, com  US$ 557,14 milhões. A média diária atingiu US$ 30,95 milhões, com preços da proteína bovina estabelecidos em US$ 4.083 por tonelada. Na comparação, durante todo o mês de julho de 2019, as exportações de carne bovina in natura somaram 133,2 mil toneladas, por US$ 530,6 milhões. O total, incluindo carne industrializada e miúdos, foi de 160,3 mil toneladas por US$ 631,2 milhões.

Brasil exporta mais soja

Com base na programação dos embarques de navios no país, as exportações brasileiras de soja devem chegar a um total de 8,4 milhões de toneladas em julho, aponta o relatório da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Esse montante é maior que os 7,2 milhões de toneladas projetados para o mês no final de junho. Segundo o diretor-geral da entidade, Sérgio Mendes, essa não é uma grande diferença e o Brasil segue vendendo a soja aproveitando os bons preços. “O Brasil segue com preços bastante atrativos para a soja e é natural que aproveitemos isso e as vendas aumentem”, diz. Em 2019, as vendas em julho somaram 6 milhões de toneladas, bem abaixo dos patamares atuais. Em 2018, anos dos recordes de exportação, as vendas de soja ao exterior também foram menores que as desse ano, chegando em 8,2 milhões de toneladas. No acumulado deste ano, o Brasil já vendeu ao exterior mais de 70,2 milhões de toneladas de soja. Ou seja, quase o total exportado em 2019, que somou 72,5 milhões de toneladas.

Rabobank
A área plantada com soja no Brasil deverá aumentar quase 3% na próxima safra, para um recorde de 38 milhões de hectares, enquanto a produção está projetada também em históricas 127,3 milhões de toneladas, com produtores investindo na lavoura diante de preços remuneradores, estimou um analista da multinacional holandesa Rabobank. A safra 2020/21, que começa a ser plantada em meados de setembro, pode crescer 5,3% ante a colheita concluída mais cedo neste ano, disse à agência de notícias Reuters o analista Victor Ikeda. A projeção foi feita com base em uma linha de tendência de produtividade. “Um dos pontos que justificariam esse aumento de área é o nível atrativo de preços. Vemos uma perspectiva de margens relativamente atrativas ao produtor”, afirmou ele.

441 novos surtos

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informou que 441 novos surtos de peste suína africana foram notificados no mundo entre 10 de julho e 23 de julho, ante 603 novos casos verificados no levantamento anterior. Já o número total de surtos em andamento caiu de 7.043 para 7.030, sendo 3.542 somente na Romênia e outros 1.472 no Vietnã. Dos novos surtos, 427 foram notificados pela Europa e outros 14 na Ásia. Os dados foram publicados em levantamento quinzenal divulgado na última sexta-feira, 24. De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 25 países. Na Europa, Bulgária, Grécia, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia ainda apresentam a incidência da doença. Na Ásia, China, Índia, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Laos, Mianmar, Papua Nova Guiné, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã têm casos em andamento. Já na África, Namíbia, Nigéria e África do Sul reportam a presença do vírus.
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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