Toneladas de grãos

O Paraná deverá colher 40,9 milhões de toneladas de grãos na safra 2019/2020, volume 13% maior do que o produzido na safra passada (36 milhões de toneladas) e 0,5 % maior do que a estimativa divulgada no relatório anterior. A estimativa é do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento divulgada na última quinta-feira, 25, no relatório mensal da safra de grãos. A área cultivada é de praticamente 10 milhões de hectares.  O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, lembra que o número total revelado pelo Deral é apenas 2% menor do que o recorde histórico do Paraná, que foi de 41,67 milhões de toneladas na safra 2016/2017. “As primeiras lavouras colhidas estão com um bom rendimento. Os índices mostram que talvez a redução de safra esperada por conta da longa estiagem no Paraná não seja tão grave, ainda que seja uma perda considerável”, diz.

Clima seco 
Depois de amargar uma safra frustrada por problemas climáticos no ano passado, o trigo que vem sendo plantado agora no Paraná conta com boas perspectivas, tanto de preço, quanto de clima. A estiagem que atrasou o plantio da safra de soja 2019/20 deixou uma janela bastante apertada para o milho safrinha. Com isso, o cereal do pão ganhou força como opção nesta safra de inverno. De acordo com dados do Deral, a área destinada ao trigo este ano é de 1,09 milhão de hectares, aumento de 6% em relação à área da safra anterior. Nas últimas semanas de maio, o clima ajudou com chuvas na medida certa para o plantio. De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, além do aumento na área cultivada, a produtividade das lavouras também deve ser melhor. “A expectativa é que sejam colhidas 3,5 milhões de toneladas do cereal, resultado 65% maior que o registrado na safra passada”, afirma.

Celebração no Paraná
Para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado sempre no primeiro sábado de julho, e, também, o Dia C, Dia de Cooperar, o Sistema Ocepar está organizando uma programação especial, que inicia em 4 de julho e se estende pela semana seguinte. Devido à pandemia do coronavírus, todas as atividades ocorrerão de forma virtual. Elas iniciam com a primeira transmissão online, feita do auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, com abertura do presidente da entidade, José Roberto Ricken, e com um mestre de cerimônia para conduzir o evento. Também haverá diversas apresentações culturais feitas pelas cooperativas paranaenses. O Dia C, conhecido como Dia de Cooperar, é um movimento nacional, coordenado pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), cujo objetivo é estimular as cooperativas a desenvolver ações de responsabilidade social, colocando em prática os princípios e valores cooperativistas.

Ferroeste
O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos deu parecer favorável à qualificação para privatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste), no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Caberá agora ao presidente Jair Bolsonaro decidir se acata ou não o parecer. O pedido de inclusão da ferrovia no PPI foi feito pelo governo do Paraná. Caso o presidente referende a decisão do conselho, o próximo passo é a formação de um comitê para acompanhar a execução do projeto em todas as etapas para sua implementação. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 360 dias a partir da publicação do ato normativo de sua criação, prorrogáveis por igual período se necessário. A expectativa é que a ferrovia seja leiloada na B3, até o final de 2021.

Startup curitibana
A startup curitibana market4u aproveitou o movimento “fique em casa”, desencadeado com a pandemia do covid-19, e viu seu faturamento crescer 2.000% nos últimos quatro meses, de acordo com o jornal Gazeta do Povo. Após aumento das unidades em 1.700% desde a inauguração, em fevereiro deste ano, a marca também vê a modalidade franquia em franca expansão. O negócio da market4u consiste em implantar um pequeno mercado autônomo dentro de condomínios, sem atendentes, baseado na confiança dos moradores. Para realizar as compras, basta baixar o aplicativo e pagar de forma on-line. Antes de começar a atender ao público, o projeto já vinha sendo estruturado pela Holding BioGrupo há um ano, com investimento próximo a R$ 3 milhões. Atualmente, a empresa conta com 100 contratos assinados para operação própria em condomínios dentro de Curitiba, além de outros 50 em andamento, para unidades que serão instaladas nas próximas semanas.

Exportação de grãos
Os operadores de granéis sólidos de exportação do Porto de Paranaguá preveem aumento de 8,5% na movimentação para o 3º trimestre do ano. Nos próximo três meses, de julho a setembro, eles esperam movimentar cerca de 7,6 milhões de toneladas, 600 mil a mais que o exportado no mesmo período, em 2019. Na expectativa, divulgada esta semana pela Portos do Paraná, estão as projeções de 12 terminais que movimentam soja, em grão e farelo, milho e açúcar pelo porto paranaense, com base no desempenho dos dois primeiros trimestres do ano.  “Apesar do momento de pandemia, a atividade portuária e a atividade agrícola do Estado continuam fortes. As exportações foram impulsionadas pela safra recorde; a alta do dólar e o tempo seco, que favorece os embarques”, afirma o diretor da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Expedição da Primato
A Expedição Primato é um projeto de relacionamento com cooperados, pecuaristas e produtores rurais da área de atuação da cooperativa que tem como objetivo promover o relacionamento, conhecer as propriedades, atividades e histórias de vida. É uma ferramenta de relacionamento, permitindo que a cooperativa entenda melhor a realidade de cada região onde está inserida e suas peculiaridades, assim como cada um deles atua e quais as oportunidades que a Primato apresenta para ter um melhor envolvimento com as pessoas e cidades onde está inserida. Entre os dias 10 e 12 de junho a Expedição Primato fez visitas no centro sul do Paraná, a chamada região do Cantu, passando por propriedades em Catanduvas, Guaraniaçu, Diamante do Sul, Nova Laranjeiras, Laranjeiras do Sul e Rio Bonito do Iguaçu.

Brasil e México 
Brasil e México assinaram acordo para o livre comércio de caminhões e ônibus e suas autopeças. Conforme entendimento das duas maiores economias latino-americanas, haverá liberação gradual de tarifas até 2023. Inicialmente, a partir de 1º de julho de 2020 ocorrerá redução tarifária de 20%. Em 1º de julho 2021, a margem sobe para 40%; na mesma data, no ano seguinte, para 70%; e, em 1º de julho de 2023, Brasil e México estabelecem a liberalização total. Os dois países já usufruem de livre comércio para automóveis, veículos comerciais leves e suas autopeças. Segundo dados apresentados pelo ministério, o México é o terceiro parceiro do Brasil no comércio automotivo, abaixo apenas da Argentina e dos Estados Unidos. No ano passado, a corrente de comércio de produtos automotivos entre os dois países registrou US$ 3,8 bilhões, com exportações no valor de US$ 1,8 bilhão e importações no valor de US$ 1,9 bilhão.

Recordes de açúcar 
A Índia, que disputa com o Brasil o posto de maior produtor de açúcar do mundo, exportará volumes recordes pelo segundo ano. A produção do país asiático se recupera em relação à estimativa de menor volume em três anos. Os embarques podem subir para 6 milhões a 7 milhões de toneladas no ano que começa em 1º de outubro em relação ao volume recorde estimado de 5,2 milhões de toneladas em 2019-20, segundo a Associação das Usinas de Açúcar da Índia em comunicado na última quinta-feira, 25. Maiores volumes da Índia podem pressionar os contratos futuros globais de açúcar, que acumulam ganho superior a 13% neste trimestre após a queda da produção na Tailândia, o segundo maior exportador, onde a pior seca em 40 anos devastou plantações de cana.

Supermercados lideraram 
Dados divulgados na última sexta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas mostram que o segmento de hiper e supermercados foi o que gerou mais empregos em 2018, além de assumir a liderança na participação da receita líquida do setor comercial brasileiro. A Pesquisa Anual de Comércio trouxe os dados consolidados do setor em 2018. Naquele ano, havia no país cerca de 1,5 milhão de empresas do ramo comerciário, que empregavam 10,2 milhões de trabalhadores. Na comparação com 2017, houve queda de 2,2% na quantidade de empresas do comércio no país. Também diminuiu e, 1,2% o número de lojas, expresso na pesquisa como “unidades locais com receita de revenda”. Por outro lado, o número de pessoas ocupadas teve alta de 0,3%, o que representa um incremento de 28,8 mil empregados no setor na passagem de 2017 para 2018.

Redação ADI-PR Curitiba
Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br. 

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