Especial

Franciscano na essência

Décimo oitavo pároco, frei Alex Sandro Ciarnoski, chegou em Pato Branco em 2019. Atualmente é ele quem convive diariamente com Policarpo. Mesmo com pouco tempo de convivência não esconde a admiração pelo frade dos amplos ensinamentos.

“Toda a evangelização da região e de Pato Branco possuem as marcas de frei Policarpo, seja pela comunicação, ou seja, pela presença muito próxima as pessoas.

Então, ao olharmos para a vida do frei Policarpo podemos agradecer a Deus por tudo aquilo que ele realizou por Deus e pela nossa vida.

Como franciscanos, especialmente para mim, olhar pela vida de frei Policarpo é sempre uma motivação. Serve de entusiasmo para que possamos continuar doando nossa vida pelo reino de Deus e também uma motivação para que a gente se torne cada vez mais instrumentos de Deus aonde Ele nos colocar para realizar a missão.

A maior característica que convivendo com o frei posso destacar é a sua gratidão. O frei Policarpo tem um coração totalmente agradecido, a Deus, e as pessoas.

Isso é sinal de quem teve uma vida realmente realizada. A de um frei de 70 anos de trabalho e doação.

Olhar para ele, e ver esse coração agradecido, é sinal que realmente vale a pena doar-se por amor a Deus e aos irmãos.

Eu sempre repito aquilo que frei Policarpo diz nesse tempo de pandemia de isolamento. ‘Eu estou aqui e continuo rezando pelo bem de todas as pessoas’.

O Policarpo está bem. E a missão dele agora, nesse tempo de pandemia, de maior isolamento das pessoas é de continuar rezando por todos, de modo especial para a população de Pato Branco”.

João Bosco Barbosa de Souza, chegou a Pato Branco em 1998, mas somente em 2001 passou a atuar como pároco, ficando até 2004.

Atualmente bispo da Diocese de Osasco, em São Paulo, carrega boas histórias dos tempos vividos no Sudoeste e ao lado de Policarpo.

“Éramos seis os frades. Fizemos essa foto, todos de hábito franciscano. Mandamos fazer especialmente os hábitos de frei Policarpo e de frei Sérgio, pois eles já não os tinham mais. Queríamos dar ênfase às festas e celebrações franciscanas e concelebrávamos todas as quintas-feiras a noite, de hábito franciscano.

Na Fundação Celinauta, estávamos frei Nelson, frei Lindolfo e eu. Como pároco[1997 a 2001], frei Paulo Back .

Frei Sérgio já dava sinais de senilidade, mas ainda dirigia carro, ainda que fosse perigoso, e foi difícil arrancar-lhe da mão as chaves.

Frei Policarpo estava em plena força: seu dia começava nos hospitais, com visita a cada leito, depois missa, em seguida, no teclado, animava os salmos da nossa Oração da Manhã. Atendia a manhã inteira na Secretaria com bênçãos, confissões e aconselhamentos. Sobrando um tempinho, lia nos jornais as notícias que iria repetir para nós no encontro do almoço, com detalhes estatísticos e numéricos que só ele sabia guardar.

Não parava também no decorrer da tarde, e era sua a missa nas Monjas, diariamente. Voltava em tempo de ouvir confissões durante a missa da noite, e ainda nos encontrar na TV quando os frades iam voltando do trabalho. Quando tinha que esperar alguém ficava rezando, contando nos dedos as ave-marias.  Onde arranjava tanta energia?

Dos sete anos que passamos juntos, sei que outros vão lembrar tantos fatos importantes. Para mim ficou de forma indelével: o cuidado e a paciência que ele tinha com frei Sérgio até o final. Ele podia ser apressado e estabanado com outras coisas. Com frei Sérgio tinha toda a paciência.

Sempre acompanhou a legislação complicada das Comunicações, sem perder uma só das novas leis e exigências do Ministério das Comunicações. Sempre tinha moedas no bolso e era cercado por pessoas que pediam, e sempre ganhavam um trocadinho, mínimo que fosse, por pura atenção. Um franciscano, no sentido mais autêntico do nosso Pai Seráfico”.

Frei Olivo Marafon esteve à frente da Paróquia São Pedro de 2007 a 2019, — antes dele frei José Idair Ferreira Augusto [2004 a 2006], conduziu a comunidade. Olivo atualmente está em Chopinzinho.

“Paz e Bem,

Conheço frei Policarpo desde meus tempos de estudante, no Seminário. Como frade estive morando e trabalhando em Chopinzinho, de 1979 a 1989 e nos encontrávamos nas nossas reuniões.

Frei Policarpo sempre foi um frade participativo, interessado em tudo o que diz respeito à vida Franciscana, dos frades e das pessoas.  Um homem de Deus, sempre pronto a atender e abençoar.  

É um frade bom de conviver, justo, honesto, sempre agindo pela Paz e harmonia das pessoas. Tem iniciativas, empreendedor em todas as dimensões da vida, como é do conhecimento de todos.

Para mim ele é um daqueles frades que é sempre bom estar com ele, porque é uma Benção de Deus.  Pessoa respeitosa e respeitável.

Torço e desejo muito que seja feliz, e ele é feliz, sereno nas provações. Agradeço a Deus pelos 12 anos que convivi com ele em Pato Branco. Ele me ensinou muito a serenidade de enfrentar os momentos e acontecimentos difíceis da vida, olhando sempre para o infinito da vida e além do horizonte limitado de nossa vida.

Ele tem sempre algo de Deus a acrescentar a estes limites humanos.  

Frei Policarpo é uma Bênção de Deus!”.

Frei Délcio Francisco Lorenzetti, atualmente na Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Concórdia, Santa Catarina, conviveu com Policarpo de 1989 a 1997 na Paróquia São Pedro.

“Acredito que frei Policarpo conciliou de uma forma muito pessoal o seu ministério sacerdotal com os desafios da ciência e o progresso da sociedade nos últimos 70 anos. Como sacerdote sempre muito disponível às necessidades dos fiéis e com uma espiritualidade muito própria. Antenado com as novidades na teologia, na ciência, no desenvolvimento tecnológico, especialmente no campo dos meios de comunicação”.

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