Especial

Sem vaidades, a conquista do coletivo

A lesão de Thiago Gouvêa no aquecimento da última partida da Liga Nacional de Futsal (LNF), foi mais uma, nas baixas do Pato Futsal na temporada. Antes dele, os afastamentos de Robério, Dudu e Danilo Baron.
Dessa forma, em um time que se define como uma família, nada improvável que o gol do título fosse dedicado aos lesionados. E foi isso que Henrique Di Maria, ala do Pato fez.
Fui feliz no lance, assim, ele define o gol do título marcado no segundo tempo da prorrogação, e fez questão de dividir as honras com os companheiros de equipe. 
Outro que fez questão de destacar o trabalho de equipe, e dedicação por aqueles que estiveram fora da final, o pivô Ernandes, lembrou que teve um início de temporada difícil e completou, assim como o ano inteiro os outros correram por mim, eu falei que ia correr por eles também. Ele enfatizou ainda que o time mereceu a conquista.

Conversa de véspera
O fixo Daniel Batalha foi quem concentrou com Ernandes na final. O pivô teria dito ao fixo que o Pato venceria o Galo no tempo normal. Eu falei, ‘não, a nossa cara é vencer na prorrogação e vencemos na prorrogação’, conta Batalha que diz ter recebido do colega a repreensão de que seria muito sofrimento. 
Por fim, o fixo afirma ter dito a Ernandes ‘mais do que sofremos o ano todo?’, fazendo assim referência às adversidades passadas pela equipe durante a temporada. Este é um time de luta, de humilde e que a população e nós merecemos, e concluiu, é muito gostoso ser campeão!
Batalha também lembrou o ex-jogador do Pato e a quem chamou de amigo. Já dizia um amigo meu, o Simi, ‘se você soubesse como é bom ganhar, você não perdia nunca.’ 

Respeito
Muito emocionado com a conquista do título, o ala Neguinho disse que Pato Branco está entendendo que futsal tem que ser tratado com respeito, assim, se referindo à relação de todos os envolvidos com a modalidade, bem como as mudanças estruturais.
Contratado na temporada de 2017, na primeira participação do Pato na LNF, Neguinho também lembrou que quando ele e Simi foram contatados pelo presidente Lavardinha para integrarem o elenco, o objetivo era de dar notoriedade nacional para o time em três anos e se possível com título de Liga. Foi um pouco precoce [título], mas já no segundo ano alcançamos nosso objetivo, definindo ser um sabor único a conquista da Liga Nacional.
Talvez não foi nosso melhor jogo, mas somos um time cascudo, que não se entrega, que veio aqui [Erechim] mesmo com todas as adversidades que o Erechim nos colocou, dentro de quadra, torcida, pressão e soubemos jogar, disse o jogador falando em merecimento da equipe na conquista.

Capitães
Ao longo da temporada, o ala esquerdo Danilo Baron e o fixo Alemão revezaram a braçadeira de capitão. Fora das quadras devido a uma lesão na semifinal do Campeonato Paranaense, Baron foi chamado por Alemão para juntos erguerem o troféu no domingo.
A imagem tem cunho simbólico, mas também demonstra a união da equipe. Somos um grupo unido, e isso nos fez fortes, afirmou Alemão, ouvindo de Baron que se tivemos esse êxito até aqui no ano, foi pelo empenho de todos disse Baron.
Com relação a sua temporada o ala disse ser impossível desassociar suas premiações individuais [título de melhor ala esquerdo e melhor jogador da competição], do restante do elenco. Se ganhei isso, foi porque eu tive a ajuda de todos os outros.
Já pelo fato de ter passado de coadjuvante para expectador, ele comentou não tem como mensurar o é ficar fora dos jogos da final. Dentro de quadra, se tem poder de fazer alguma coisa, o poder de mudar, e fora, você está impotente. Você grita, torce, orienta, mas a verdade é que não dá para escutar nada.

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