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Judô brasileiro encerra participação pífia no World Masters de Doha

Com o sétimo lugar de David Moura e Beatriz Souza, nesta quarta-feira, o judô brasileiro encerrou UA participação no World Masters de Doha, apontada como a competição mais forte antes da disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O Brasil, que levou seus principais judocas – com exceção de Mayra Aguiar (machicada) – participou com 18 atletas e não obteve nenhum pódio.

“Reconhecemos que os resultados e o desempenho nessa competição foram aquém do que esses atletas podem entregar. É um momento de reflexão para todos nós, de identificar as dificuldades e atacá-las. Teremos uma sequência de competições muito duras este ano e 190 dias de muito trabalho até Tóquio. Já vivemos situações piores. Não será fácil, mas tenho confiança de que conseguiremos mudar esse jogo”, disse Ney Wilson, gestor de Alto Rendimento da CBJ.

David estreou com vitória sobre o campeão do Grand Slam de Paris 2019, Sungmin Kim, da Coreia do Sul, e bateu o holandês Jur Spijkers. Nas quartas-de-final, sofreu um waza-ari diante do ucraniano Iakiv Khammo e depois um ippon frente ao russo Temerlan Bashaev.

Beatriz passou pela sérvia Milica Zabic, mas perdeu nas quartas-de-final para a turca Kayra Sayit. Na repescagem, a brasileira foi eliminada por Nihel Cheikh Rouhou, da Tunísia.

Outros cinco brasileiros também lutaram nesta quarta. Entre os pesados, Rafael Silva, o Baby, foi superado por Iurii Krakovetski, do Quirguistão, enquanto Maria Suelen Altheman foi desclassificada no duelo com a camaronesa Hortence Antangana.

Os meio-pesados Rafael Buzacarini e Leonardo Gonçalves perderam para Elmar Gasimov, do Azerbaijão, e para Shady ELnahas, do Canadá, respectivamente. O médio Rafael Macedo não passou por Gantulga Altanbagana na primeira rodada.

O World Masters é a competição que reúne apenas os 36 melhores do mundo em cada categoria e distribui até 1.800 pontos (campeão) no ranking qualificatório para os Jogos de Tóquio. A corrida olímpica do judô terminará em junho e, até lá, ainda haverá cinco etapas de Grand Slam, um continental e um Campeonato Mundial, que fechará a classificação para os Jogos.

Ao retornar ao Brasil, a seleção se reapresentará em Pindamonhangaba, São Paulo, para um período de dez dias de treinos a partir do dia 25. O próximo compromisso é o Grand Slam de Tel Aviv, em Israel, em 18, 19 e 20 de fevereiro.

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