“Nós queremos qualidade e não quantidade”, afirma presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury

Há menos de um mês, em 6 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a PL 5516/2019, que transforma os clubes de futebol em empresas e criou a Sociedade Anônima de Futebol (SAF), uma vez que o chamado Marco Legal do Clube Empresa foi aprovado em julho na Câmara Federal, após ter sofrido alterações no Senado em junho deste ano.

Com a nova legislação não quer dizer que todos os clubes existentes, vão passar a ser empresas ou SAF, e assim contar com aportes financeiros e outras formas de capitalização de recursos, contudo, com muitos dos grandes clubes afundados em dívidas e observando o sucesso de clubes-empresas principalmente da Europa esse deve ser o caminho trilhado por muitas marcas.

Ainda existe o fato de que algumas marcas já nascem com este perfil empresarial, exemplos claros ligados a Federação Paranaense de Futebol (FPF) o Azuriz e o Verê, que tem na gestão um caminho para o perfil profissional do futebol.

Durante o lançamento do livro “Uma metodologia de formação integra de atletas – bases, diretrizes e direcionamentos”, escrito por Eliéser Felipe Livinalli e Robson Ramos, ambos diretores do Azuriz, o presidente da FPF, Hélio Cury comentou sobre a consolidação dos clubes-empresas no futebol paranaense.

Para Cury, o formato de clubes-empresas carrega uma estrutura diferenciada, “demonstrando que tem uma finalidade, um objetivo futuro. E é isso que nós queremos”, com relação ao trabalho que Azuriz e Verê desenvolvem no Sudoeste o presidente da FPF, fala como sendo um caminho para o fortalecimento do futebol do Paraná.

Além da terem um modelo profissional de gestão, clubes como Azuriz e Verê se destacam na formação de atletas nas categorias de base, o que segundo Cury é confirmado pelo trabalho, coerência e credibilidade. “Nós queremos qualidade [no futebol do Paraná] e não quantidade. Isso é fundamental, é o que nós brigamos.”

Campeonato paranaense

Que a pandemia foi responsável por muitas mudanças estruturais e de comportamento desde o início de 2020, é inegável. No universo do futebol paranaense, a primeira divisão é um reflexo disso, uma vez que na quarta-feira (1º), foi disputada da primeira partida de semifinal da competição, mais de 50 dias após da definição dos postulantes ao título estadual, onde Athletico e CF Cascavel empataram em 1 a 1.

Cury comenta que dois fatores foram preponderantes para o Paranaense não ter um campeão ainda em 2021, o primeiro as medidas adotadas pela Prefeitura de Curitiba, que fechou todas as atividades por 30 dias, e um posterior desacordo por parte do Athletico.