Especial

O compromisso com as promessas do futsal

João Lucas esteve no primeiro ano da base do Pato

Mesmo nos anos que a equipe adulta não foi formulada, o Pato Futsal manteve a estrutura de suas categorias de base. Nelas trabalharam nomes de destaque do futsal de Pato Branco, como Leo, Vando, Márcio Borges e mais recentemente Duda que nos anos anteriores estava na equipe principal e que agora trabalha com “os meninos do Pato”.

Foi na base que surgiram nomes como Juninho (Malinha), Renatinho, Tato, Negueba, Urso, João Lucas, Bernardo [campeão em 2019 pelo Pato].

Primeiro a construir o projeto de iniciação de futsal do Pato, Leo recorda que os recursos de 2010 eram limitados, mas mesmo assim foi possível montar uma equipe competitiva para aquela época, e que serviu se suporte para o grupo formado em 2011, que conquistou a Série Prata do Campeonato Paranaense.

Foi na base, em 2010, que Leo viu surgir o ala João Lucas, recentemente contratado pelo Pato para a temporada 2020. O então treinador comenta que o jovem jogador é “um dos principais atletas que conseguimos revelar”, pontua revelando que o garoto natural de São Lourenço do Oeste (SC), tinha apenas 14 anos quando iniciou sua preparação.

Leo não esconde os elogios ao garoto e pontua como destaques de uma das mais recentes apostas do Pato, a versatilidade, a intensidade e dinâmica de jogo. “Para que começou desde o início, naquela construção posso dizer que fico muito feliz e torço para o sucesso dele. Ele é um menino inteligente, que tem um grande futuro pela frente.”

João Lucas

Depois de defender por mais de 7 anos os São Lourenço Futsal, João Lucas retornou este ano ao Pato, onde fez sua base em 2010.

“Lembro que foram bons meses, foi até o final do ano [2010]. Meu pai me ajudou bastante”, recorda o jovem que todos os dias era acompanhado pelo pai nos treinos e que completa, “acho que está [ele] sendo recompensado agora.”

Foram 10 anos afastados, porém, sem perder a ligação com o time que o revelou. João Lucas por algumas oportunidades esteve no Dolivar Lavarda acompanhado as equipes formadas ao longo dos anos. “Não vinha frequentemente, mas em vários jogos estive presente. Nem dos mais otimistas previa a grandeza que o Pato traduz hoje”, pontua o jovem se dizendo feliz em poder participar da história do time, e principalmente em momentos distintos.

Grato por tudo o esforço feito no passado para que ele seguisse treinando e estudando, João Lucas agradece o apoio recebido e comenta que se pudesse voltar no tempo e conversar com o menino que todos os dias deixava sua casa na companhia do pai, percorrendo cerca de 30 quilômetros para treinar, diria para si próprio, “contundia fazendo tudo o que está fazendo”, e completa, “se eu pudesse falar, falaria para fazer tudo igual.”

Pelos meninos que sonham em um dia ingressar na base do Pato, João Lucas pode ser visto como um espelho, e é para esses jovens sonhadores que ele afirma que não devem desistir. “Vemos muitas histórias que às vezes aquele que não se destacava, não ia muito bem em alguma coisa, persistiu, treinou. É o que muita gente fala: que se você não desistir, você treinar, uma hora você vai colher. Não é justo com quem trabalha não colher os frutos. Então se eu puder dar um recado: não desista, treine bastante, tenha foco, se é aquilo mesmo que você quer, que eu tenho certeza de que um dia a recompensa virá.”

Gigante está há 8 anos no time – Foto: Arquivo pessoal

Gigante

Já são 8 anos que Elizandro José Medeiro, o Gigante integra a base do Pato. Ele ingressou ainda no sub-11 em 2013, agora com 18 anos ele que foi descoberto por Vando em uma peneira na escola, já guarda consigo, uma das principais medalhas conquistas pelo time adulto, a da Liga Nacional de Futsal (LNF) de 2018.

Ao longo dos anos, o menino de poucas palavras saiu da ala direita e foi ser fixo e recorda que com ele nos primeiros de base estiveram Bruninho, que segue no Pato, Felipe Evangelista, Gustavo e Felipe Moreno, o Negueba.

Negueba

Negueba revelado pelo Pato, hoje está nos Emirados Árabes – Foto: Marcilei Rossi/Diário do Sudoeste

Ele mesmo brinca que o presidente do Pato, Luiz Sérgio Lavarda, é uma espécie de pai para ele na modalidade, mas a afirmação não é apenas carregada de carinho e admiração, pois sabe que as cobranças do seu ídolo também surgem.

Mesmo sendo uma cria do Pato, Negueba propriamente não foi descoberto pelo clube, mas por Leo e Paulo Lodo, que eram seus treinadores em um projeto social. Ele passou pela escolinha do Grêmio Industrial Patobranquense, ao mesmo tempo em que na escola que estudava recebia o apoio e ingressos para ver os jogos do professor Vando, o mesmo que atuava como capitão em 2011.

Ainda como goleiro, em 2014, Negueba participou de uma peneira do Pato depois do convite de Vando, mas foi pouco o tempo que esteve defendendo o gol, uma vez que no ano seguinte ele já estava na linha.

Em 2015, “o Lavarda meio que me adotou. Eu era meio que o filho dele dentro da escolinha. Ele acreditou em mim, fazíamos vários treinos extras e aquele ano foi fantástico”, afirma o jogador, que com 15 para 16 anos, estava entre o elenco que disputava a Série Prata e no ano seguinte treinava com o time de 2017.

Negueba recorda que da sua época de base, “era um dos mais limitados que o time tinha. Só que eu tinha muita vontade de treinar”, revela que a convite do presidente fez muitos treinos extras no ginásio e muitas vezes somente os dois.

O jogador descreve como importante o apoio recebido por Márcio Borges no processo de transição entre a base e o adulto. “O Márcio é um cara que revela muitos jogadores. Lembro que em 2016 recebi uma ligação do presidente em um feriado para treinar e o Márcio não ficou contente com o meu rendimento, mas ele manteve a postura de da mesma forma que ele tratava o melhor do time, e atuava comigo que era o mais novo da equipe”, recorda.

Cria da base do Pato, Negueba deixou o time em 2018 e agora em 2020 se transferiu para os Emirados Árabes Unidos para jogar no Khorfakkan e mesmo com a recente transferência não esconde a admiração pelo clube revelador. “Sei que um dia eu vou voltar, mas falar em Pato Futsal é um sonho realizado. Eu vivi e treinei com os melhores.”

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