Aos 20, patinadora ganha prata mas pode encerrar a carreira

ITALO NOGUEIRA, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Tatiana Haas, 20, já não é mais uma promessa na patinação artística. Após conquistar a medalha de bronze aos 16 nos Jogos Pan Americanos em Guadalajara-11, ela ganhou a prata neste domingo (12) em Toronto. Mas já no início da carreira ela está prestes a encerrá-la.
Cursando engenharia química na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS), ela só disputou o Pan porque não faz estágio. Mas deve abandonar a carreira esportiva no ano que vem para trabalhar.
“Não sei nem se vou estar competindo no próximo Pan [em Lima-19]. Ano que vem é meu último ano na faculdade e começam os estágios. Vou ter que começar a trabalhar”, disse a patinadora.
Ela condiciou a continuidade de sua carreira a obtenção de patrocínio. A medalhista de prata treina todos os dias à tarde, o que impediu que ela participasse do programa de iniciação científica na faculdade. Mas afirmou que não poderá mais abrir mão da vida profissional.
“Se eu conseguisse apoio e tivesse patrocinador, quem sabe eu conseguiria patinar por mais tempo. Mas assim, com a gente tendo que pagar tudo e tirar do bolso, vai ser bem complicado ir para o próximo [Pan]”, disse ela.
Haas está em férias, o que facilitou sua participação no Pan. Mas para o Mundial em setembro, na Colômbia, terá que faltar provas.
“É muito ruim faltar aula porque quando volta tenho que fazer várias provas. Dei graças a Deus que estou de férias e pude vir para o Pan. No Mundial vou ter que faltar aula. Vou fazer as provas quando voltar”, contou ela.
FLAMENCO
Haas conquistou a medalha de prata ao som de flamenco. Apesar do bom resultado, ela lamentou erros cometidos.
“Sempre dá para melhorar mais. As finalizações dos saltos não foram totalmente boas. Mas estou satisfeita”, disse.
A atleta se desequilibrou numa pirueta no canto do tablado. Ela já havia cometido o mesmo erro duas vezes durante o aquecimento, antes da apresentação.
“Errei, mas fiz até melhor na apresentação do que no treino. Estou feliz com o que eu fiz”, disse ela.
O ouro ficou com a argentina Giselle Soler, e o bronze com a chilena Marisol Villarroel.

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