Apresentado no São Paulo, Bauza diz que vai conversar com Lugano

O novo técnico do São Paulo, o argentino Edgardo Bauza, 57, conhecido como “El Patón”, falou, nesta quarta-feira (23), pela primeira vez oficialmente como treinador do clube. Ele foi apresentado em em uma entrevista coletiva ao lado do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e do diretor-executivo de futebol Gustavo Oliveira.

O novo treinador disse já ter visto alguns vídeos do time e que tem um diagnóstico primário. Entretanto, afirmou que não conversou sobre nomes com a diretoria.

“Não falamos de nomes específicos, mas de áreas que a equipe precisa fortalecer. Aguardamos para nos próximos dias fazermos um diagnóstico certeiro. Quando tivermos os nomes vocês vão saber”, avisou.

Perguntado sobre quais seriam as áreas, se esquivou e disse que o São Paulo precisa “reforçar as três”: defesa, meio campo e ataque. Sobre os nomes mencionados em entrevista à “Rádio Mitre” da Argentina, o treinador disse que “saíram mais do desejo do jornalista de que dissesse nomes do que qualquer outra coisa”.

“Precisamos seguir falando com os diretores para ver quais são as melhores opções para não nos equivocarmos. Acredito que não poderemos trazer muitos, então os dois ou três que traremos tem que ser acertados”, completou.

Sobre Diego Lugano, ídolo da torcida, Bauza afirmou que é jogador de outro clube e que precisa falar com ele cara a cara antes de tomar qualquer decisão.

“Para mim é muito importante falar com as pessoas e olhar nos olhos. Sabemos o que [Lugano] representa, mas tenho que sentar com ele e falar, antes de tomar qualquer determinação”, explicou.

CURRÍCULO

Bauza foi zagueiro durante as décadas de 70 e 80, teve passagens pela seleção argentina. Tornou-se técnico na década de 90, nas categorias de base do Rosario Central-ARG, time com o qual tem forte identificação e onde iniciou e encerrou a carreira como jogador.

Em 1998 assumiu o time principal e, desde então, passou por times da Argentina (Rosario Central, Vélez, Colón de Santa Fé e San Lorenzo), do Peru (Sporting Cristal), do Equador (LDU de Quito) e, brevemente pelo Al-Nassr, dos Emirados Árabes Unidos.

Foi campeão da Libertadores duas vezes. A primeira foi em 2008, pela LDU, conquistando o primeiro título de uma equipe equatoriana na competição, e a segunda em 2014, pelo San Lorenzo, que também nunca havia levantado a taça.

Pelo time argentino, foi vice-campeão nacional nesta temporada, com a defesa menos vazada -foram 20 gols em 30 jogos.

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