Arthur Zanetti completa coleção de ouros em argolas Toronto

Era o ouro que faltava para a minha coleção, comemorou o ginasta Arthur Zanetti após conquistar o título de campeão dos Jogos Pan-americanos Toronto 2015 nas argolas, na tarde da terça-feira (14), no Toronto Coliseum. Campeão olímpico em Londres (2012), Mundial em Antuérpia (2013) e Sul-americano em Medelín (2010) e Santiago (2014), além de em diversas etapas da Copa do Mundo de Ginástica, sempre em argolas, Zanetti já tinha um ouro em Jogos Pan-americanos, mas por equipes, em Guadalajara (2011). Faltava o primeiro lugar no aparelho em que é especialista. A vontade era tanta que o atleta não conseguia parar de sorrir, com os olhos cheios d’água.

Divulgação COB

Fiquei emocionado sim. E feliz demais. Dava para ter conseguido esse ouro em 2011, mas ele escapou. Agora veio. Quando você quer muito, você se cobra um pouco mais. E eu queria muito. Agora, só tenho a agradecer aos profissionais que me acompanham, à equipe, aos patrocinadores e ao povo brasileiro, que torce por mim, disse Zanetti. Com 15.725 pontos, Zanetti tirou uma nota um pouco inferior à que conseguiu na disputa por equipes, classificatória para as finais por aparelhos, quando terminou com 15.800 pontos. Nada que atrapalhasse seu ouro, já que o segundo colocado, o americano Donnell Whittenburg, ficou com 15.525, e o terceiro, o cubano Manrique Larduet, com 15.450.

Não foi das minhas melhores séries, principalmente o último tiro, quando empurrei mais forte com um braço do que com o outro. Mas foi o suficiente. Estou totalmente realizado, analisou o atleta. Com a coleção de  medalhas em argolas completa, Zanetti quer agora se dedicar à classificação, pela primeira vez na história, da equipe brasileira masculina para os Jogos Olímpicos. Agora meu objetivo muda. Meu foco passa a ser melhorar meu solo e meu salto, para poder colaborar mais com a classificação para 2016. A nossa grande meta é essa, ficar entre os oito primeiros colocados, por equipes, no Mundial. E conseguir, assim, a classificação olímpica, afirmou.

O Brasil não conquistou medalhas nas outras quatro finais por aparelhos do dia. No salto feminino, Daniele Hypólito ficou em quarto lugar. No cavalo com alças masculino, Francisco Barretto terminou em sexto e Lucas Bitencourt, em oitavo. E no solo masculino, Arthur Nory ficou em quinto. Nesta quarta, 15 de julho, último dia da ginástica artística no Pan de Toronto, acontecem mais cinco finais por aparelhos, todas elas com a presença de brasileiros: no masculino, Caio Souza e Arthur Nory podem conquistar uma medalha no salto; Francisco Barretto e Caio Souza fazem a final das barras paralelas e Arthur Nory e Lucas Bitencourt, da barra fixa. No feminino, Flavia Saraiva é uma das favoritas a uma medalha na trave e no solo – Julie Kim também disputará a final de trave e Daniele Hypólito, do solo.

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