Atleta de 88 anos e fantasiados marcam largada da São Silvestre

MARCEL MERGUIZO E GUILHERME SETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Tempo, para boa parte dos cerca de 30 mil corredores da São Silvestre, tem um sentido diferentes do que para a elite que disputa o título da prova.

João Rosário, por exemplo. O tempo que importa para ele é outro. São seus 88 anos. Em sua 18ª corrida de São Silvestre, o corredor paulista de Garça, apelidado Rosarinho, participou pela primeira vez da prova em 1953.

“Corri com Emil Zatopek. Na verdade, não vi nem a sombra dele”, diz Rosarinho, sobre o atleta tcheco que ganhou a São Silvestre naquele 31 de dezembro. Um ano antes, Zatopek ganhou três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Helsinque-1952 (já tinha conquistado duas medalhas em Londres-1948).

Outros dois corredores nem com o tempo estão preocupados. O goiano Lucio Monteiro, 44, quer apenas terminar sua 18ª participação na prova. A dificuldade será não cair, em razão da fantasia de tocha olímpica, que pesa cerca de 6 km. Feita de tubos de PVC e isopor, ela custou cerca de R$ 3 mil.

“Vou terminar com ela. Só estou preocupado com o vento. No aquecimento eu vi que pode me derrubar”, disse Monteiro que já correu com diversas fantasias, inclusive a de Fuleco no ano da Copa.

O paulista José Marcio Zanétti, 56, também levou uma fantasia atual para as ruas de São Paulo. Ele usou uma maquete feita de materiais reciclados em homenagem às vítimas da tragédia de Mariana (MG).

“É minha 28ª São Silvestre. Sei que a fantasia na largada pesa uns 8 kg, depois, na chegada, uns 30 kg”, diz.

Outros participantes também optaram por correr com fantasias fazendo homenagens e protestos contra o governo, além de personagens de histórias em quadrinhos.

A corrida reuniu cerca de 30 mil corredores de 37 países e de todos os Estados do Brasil. A largada e a chegada foram na avenida Paulista.

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