Bolsas de NY fecham em queda com impacto do coronavírus

As bolsas de Nova York fecharam novamente em queda o pregão desta segunda-feira, 27, com o Dow Jones no pior dia em quatro meses, à medida que investidores se mantêm cautelosos em meio à disseminação do coronavírus e seus potenciais impactos econômicos. Já são mais de 2,8 mil casos confirmados na China e outros 13 países, além de 82 mortes, o que levou o gigante asiático a estender o feriado de Ano-Novo Lunar.

O Dow Jones fechou em queda de 1,57%, a 28.535,80 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,57%, a 3.243,63 pontos. O Nasdaq cedeu 1,89%, a 9.139,31 pontos. O índice de volatilidade VIX, considerado o “medidor de medo” de Wall Street, estava em alta de 25,21% no fim da tarde, a 18,23 pontos.

A decisão da China de prolongar o feriado por três dias, até 2 de fevereiro, vai “com certeza” afetar a atividade econômica de fevereiro no país asiático e levar a uma queda na produção potencial, de acordo com a High Frequency Economics (HFE). A consultoria estima que um dia perdido de produção pode significar uma redução de aproximadamente 4% a 5% na produção potencial do país. “O impacto nos números mensais de produção e demanda será mais pronunciado do que o impacto nos números anuais”, pondera.

O subíndice de energia do S&P 500 liderou a queda entre os setores, em dia que o petróleo WTI atingiu o menor nível desde 16 de outubro ao marcar novamente forte queda. No primeiro pregão da semana em que empresas do setor divulgam balanço, a ação da Exxon Mobil cedeu 2,38% e da Chevron, 1,31%. O setor de tecnologia foi o segundo com maior queda (-2,36%), com destaque para o papel da Alphabet, controladora do Google, que caiu 2,35% e levou a empresa a perder a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Nesta semana, investidores estarão atentos à temporada de balanços. Até o momento, 85 companhias divulgaram resultados, 28% do total. Segundo o Bank of America (BofA), os ganhos reportados foram 4% acima do consenso, impulsionados por tecnologia (8% acima do consenso) e finanças (3% a mais do que esperado). Os analistas do banco americano apontam que, embora ainda seja cedo, o tom das empresas “está se mostrando o mais otimista desde a temporada de resultados do quatro trimestre de 2017”. / Com informações da Dow Jones Newswires

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