Bom no futebol e na escola

Rolfson Lee Presume, 13 anos, tem a timidez típica de quase todo adolescente. E como a maioria dos meninos dessa idade, sonha em ser jogador de futebol. O que o diferencia dos demais é sua origem. Junto com a irmã Stherlandy, 16, e os pais Bonhomme e Marieyolaine, deixou o Haiti, e encontrou no Sudoeste um novo lar e a chance de tornar o sonho uma realidade.

Em Pato Branco, Rolfson foi descoberto pela Escola Furacão – projeto do Clube Atlético Paranaense em parceria com o Colégio Mater Dei. A iniciativa alia prática esportiva e oportuniza que os atletas possam estudar numa escola particular, sem arcar com os custos. É uma base para a vida, que alia a paixão pelo esporte com educação de qualidade.

Diário do Sudoeste
O adolescente tem 13 anos e é um dos destaques da Escola Furacão

Segundo o coordenador Fabrício Guerra, se trata de um trabalho social. Temos alunos de baixa renda treinando conosco, e por intermédio dessa iniciativa, não cobramos a mensalidade. Atualmente, o projeto mantém oito alunos. Entre eles está Rolfson.

Disseram-nos que havia um haitiano na cidade, que gostava muito de futebol. Nos interessamos pela história e ele começou a treinar na Furação, conta.

O próximo passo foi descobrir que além de bom de bola, era também bom aluno. Ele estudava na Escola Estadual Agostinho Pereira, e resolvemos oportunizar que ele faça o 9º ano e o Ensino Médio numa instituição particular.

É o esporte abrindo as portas para um futuro bem melhor, diferente do que antes, Rolfson e sua família imaginavam no Haiti. O importante é que o aluno terá um ensino médio muito bem feito, e estará preparado para a vida. Mesmo que não se torne um profissional do esporte, poderá se destacar em outras áreas, comenta o professor Sandro Luis Zanatta.

Ronaldo do Haiti

Em entrevista ao Diário do Sudoeste, o pai do atleta, Bonhomme Presume, acredita que essa é uma das grandes oportunidades da vida do filho. E sabe que aqui, próximo de bons professores e com estrutura adequada, terá chances de ir mais longe.

Lá no Haiti, quando a gente fala de Ronaldo, Roberto Carlos, Ronaldinho, Neymar, todos ficam felizes. Eu gostaria de conhecer um Ronaldo haitiano. Quem sabe seja meu filho, diz, orgulhoso.

Se depender do esforço do menino, o pai pode levar o sonho adiante. No time da Escola Furacão, Rolfson é atacante e tem ginga de craque. E mesmo tão novo, sabe aproveitar e transformar o momento num grande aprendizado. É uma honra para mim e para minha família, e para todos os meus familiares que estão no Haiti.

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