Brasil improvisa para driblar madrugada curta

PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL
KAZAN, RÚSSIA (FOLHAPRESS) – Uma particularidade da noite de Kazan, palco do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, obrigou a delegação brasileira a improvisar. Na cidade russa, madrugadas praticamente inexistem. É bastante comum, em época de verão, ter dia claro às 3h.
Projetada para ser uma das atrações do campeonato, a Vila dos Atletas não previu isso.
As janelas têm cortinas, mas elas não bloqueiam inteiramente a luz da manhã.
Durante uma visita em maio, a chefe de missão da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Giovana Moreira, notou o problema.
Para amenizá-lo, entrou em contato com a organização do evento e solicitou orçamento para colocação de cortinas quase impenetráveis nos 90 quartos destinados à equipe, que acabaram instaladas.
A confederação cogitou levar a delegação a um hotel local se o pedido fosse vetado.
De acordo com a CBDA, o Brasil é um dos poucos países a usar na vila um material que impede a entrada de luz.
Outras delegações tentaram “tapar o sol com a peneira”. Ou quase. Algumas usaram papel laminado e sacos plásticos.
“Às 3h da manhã está claro. O cérebro, com a claridade, já acha que está na hora de acordar”, disse Ricardo de Moura, superintendente da CBDA.
O dirigente referiu-se à delegação brasileira como um todo, mas principalmente aos nadadores, cujas provas eliminatórias ocorrerão às 3h30 e as finais às 11h30 (de Brasília).
As disputas de natação ocorrem de 2 a 9 de agosto.
Polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquático já têm competições em andamento.

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