Caçula do vôlei ajuda a virar jogo de estreia e recebe elogios de Zé Roberto

MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Rosamaria carrega roupas, bolas e bolsas das outras atletas da seleção de vôlei pela Vila ou no ginásio. É o preço que paga por ser a caçula no Pan de Toronto, e aceita bem.
Na estreia da equipe, nesta quinta-feira (16), ela também pode dizer que carregou boa parte da responsabilidade pela vitória de virada sobre Porto Rico por 3 sets a 2.
Reserva no início, a jogadora de 21 anos ajudou a mudar o rumo da difícil partida a partir da sua entrada.
Um dos motivos é o entrosamento com a levantadora Macris, 26, com quem atuava no Pinheiros. Rosamaria foi um dos destaques na última edição da Superliga pelo time paulista.
“Esperávamos um jogo difícil, pois elas vêm jogando juntas há muito tempo e nós treinamos poucas vezes, ainda estamos aprendendo a jogar juntas”, disse Rosamaria.
Quando a catarinense entrou no lugar de Joycinha, entretanto, o jogo brasileiro começou a fluir melhor.
“Gosto de jogar com a bola rápida e já estou bem entrosada com a Macris”, analisou a oposta que também atua como ponteira.
Aliás, a única das 11 jogadoras da seleção com a qual Macris já havia atuado em clube é Rosamaria, o que foi importante nesta quinta, pois o time fez apenas dois treinamentos com todo o elenco em Toronto.
“Tenho costume de jogar com velocidade e a Rosa é a jogadora com quem tenho mais entrosamento. Já com a Joyce é diferente, porque ela é mais alta. É outro jogo”, explica Macris.
Rosamaria tem 1,85 m, enquanto Joycinha, 1,90 m. A primeira fez dez pontos na partida e a segunda, sete. A maior pontuadora do Brasil foi Adenízia, com 20.
O técnico José Roberto Guimarães também elogiou a entrada de Rosamaria, assim como a da central Angélica.
“Rosa virou bolas muito importantes no jogo todo e no tie-break. Ela fez treinos bons em Saquerema [RJ] também. Isso é importante”, elogiou o treinador.
Zé Roberto, na véspera da estreia, já dizia que a partida contra as porto-riquenhas seria difícil, pois é um time que disputou o Grand Prix junto e já vem apresentando bons resultados. Ao contrário do Brasil que se dividiu em duas seleções.
“O entrosamento do time ainda precisa ser melhor, mas isso era previsto. Em geral foi bom. Mas cometemos 17 erros de saque e é um número enorme”, avaliou.
Ele também está aproveitando o Pan para testar as jogadoras fora de quadra. Com muitas novatas, como Rosamaria, quer saber como será a reação delas em uma competição grande, com Vila de Atletas e 41 países envolvidos.
“Há um deslumbramento, mas é normal. O glamour que é estar no Pan. Aqui é uma mini-Olimpíada. E elas estão se cuidando e se comportando bem”, disse Zé, que escolheu estar no Pan com esta seleção enquanto Paulo Coco, seu auxiliar, ficou com o time que disputa o Grand Prix na Itália.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para cima