Carrasco do Brasil em 1950, Gigghia morre aos 88 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nesta quinta-feira (16), data em que o Uruguai comemora 65 anos da vitória sobre o Brasil na final da Copa de 1950, morreu Alcides Ghiggia, 88, autor do gol que garantiu o triunfo que passaria a ser conhecido daí em diante como o Maracanazo. Ele era o último dos uruguaios que participaram da partida que estava vivo.
Ex-ponta direita, Ghiggia morreu após sofrer um ataque cardíaco. Ele vivia na cidade de Las Piedras, no sul do Uruguai. A informação foi confirmada por seu filho, Arcadio, para o jornal uruguaio “El Observador”.
Na Copa de 1950, Ghiggia fez gols em todas as partidas da competição, feito que só seria repetido por Jairzinho na Copa de 1970.
O gol que marcaria definitivamente sua carreira foi marcado aos 34 minutos do segundo tempo, quando a partida estava empata por 1 a 1. Ghiggia conduziu a bola pela direita e, diante da marcação de Juvenal que se aproximava, chutou para o gol. O goleiro Barbosa, que seria criticado pelo resto de sua vida pelo lance, viu a bola passar ao seu lado, rente à trave esquerda.
Cerca de 200 mil torcedores presenciaram a derrota brasileira no Maracanã.
“Apenas três pessoas na história conseguiram calar o Maracanã com um só gesto: o papa [João Paulo 2º], Frank Sinatra e eu”, disse Gigghia em sua frase mais célebre sobre a final, repetida diversas vezes ao longo dos anos.
O Maracanazo foi tido por décadas como a pior derrota da história da seleção brasileira. Contudo, isso passou a ser colocado em questão após a goleada sofrida por 7 a 1 para os alemães na Copa-2014.

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