Clube sonha com a volta do volante Paulinho

Os corintianos ainda sonham com Paulinho. A direção do Corinthians também ainda sonha com ele e faz sondagens constantes. Mas, cada vez mais destaque do Guangzhou Evergrande e de volta ao Japão para mais um Mundial de Clubes, o volante confidencia a amigos que não tem intenção de deixar o futebol chinês agora e expõe alguns motivos que tornam uma volta ao clube alvinegro como algo bem distante neste momento.

Nesta quinta-feira (17), pela semifinal do Mundial, o Guangzhou vai a campo no mesmo Estádio Nacional de Yokohama onde o Corinthians se sagrou campeão em 2012. A parada contra o Barcelona de Lionel Messi é extremamente complicada, quase impossível, mas Luiz Felipe Scolari tem definido o jogador em quem mais pode confiar. Exatamente Paulinho, que levantou o troféu mais importante de sua carreira em Yokohama.

Comprado por cerca de 14 milhões de euros –R$ 49 milhões na cotação da época– no meio do ano, Paulinho foi o maior investimento da história do Guangzhou ao lado de Ricardo Goulart, adquirido por quantia semelhante em janeiro. Foi justamente Felipão quem referendou a compra do volante com quem havia trabalhado na seleção brasileira. Em entrevistas recentes, Felipão também assume que o ex-corintiano é, neste momento, o mais importante nome de seu time. Mesmo após Goulart ser eleito o melhor jogador da Ásia.

A relação com outros jogadores brasileiros, o respaldo da comissão técnica e, acima de tudo, o contrato de quatro anos que firmou com o Guangzhou fazem Paulinho, neste momento, não cogitar a volta ao Brasil. O salário do jogador por temporada na China é de quase R$ 30 milhões e o primeiro ano de contrato foi pago à vista. Na prática, o valor é quase o dobro do que ele recebia no Tottenham.

Aos amigos mais próximos, Paulinho explica que, além da questão financeira, outros motivos fazem ele não querer vestir a camisa do Corinthians por mais alguns anos. Na avaliação do volante de 27 anos, regressar ao clube em que foi ídolo gerariam uma cobrança excessiva e um risco de abalar a imagem de um dos meio-campistas mais vitoriosos da história alvinegra. O Internacional, além do próprio Corinthians, realizaram consultas por ele no início de 2015.

Diante disso, o plano de carreira ideal é cumprir o contrato na China, eventualmente jogar por outro time brasileiro e só ao final da carreira vestir de novo a camisa corintiana. Mas antes, quem sabe, confirmar o bom momento na China, dar trabalho para o Barcelona e mostrar serviço à Europa, onde colecionou as maiores frustrações da carreira em duas passagens diferentes.

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