Colegas na pré-escola, atletas brasileiros reencontram-se 20 anos depois no Pan

MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Taís lembrava de André porque o garoto era bom nos esportes quando estudavam juntos no Colégio Pio 12, em São Paulo. André não manteve contato com a maioria dos coleguinhas que fez da pré-escola até a sétima série, pois mudou de colégio, virou esportista e acabou indo de uma cidade para outra nos últimos 20 anos.
De repente, havia um Pan no meio do caminho. Taís Rochel saiu da Itália, onde mora, para buscar uma medalha na esgrima em Toronto. André Soares, o Alemão, juntou-se à seleção brasileira de handebol na disputa pelo ouro.
E na Vila Pan-Americana se encontraram após mais de 20 anos sem se ver.
“Foi emocionante”, diz Taís, brincando. Ela compete no florete por equipes neste sábado (25).
“Estudamos juntos do pré até a sexta série, quando saí. Então há pouco uma amiga do colégio criou um grupo no Facebook para reunir o pessoal e vimos que tínhamos amigos em comum. Em uma conversa de boa sorte e tal descobrimos que os dois eram da seleção e íamos para o Pan”, contou a esgrimista de 31 anos.
Alemão já estava no meio das disputas do handebol quando Taís chegou a Toronto. Se viram apenas na Vila, pois as competições das duas modalidades são em lados opostos da cidade.
“Vi que tínhamos amigos em comum mas ela quem me achou. É muito tempo. Mais de 20 anos. Lembro de uns dois ou três meninos daquela época”, diz Alemão, 31, que disputa nesta quinta-feira (23), às 14h30 (de Brasília) a semifinal do handebol contra o Chile.
Se depender da lembrança que Taís tem do menino André jogador, o Brasil pode esperar uma boa atuação. “Sabe aquele moleque que destrói nos campeonatos internos do colégio? Então, era ele”, recorda.

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