Coopertradição realiza assembleia geral para explanar o ano de 2015

Se você quer andar rápido, vai sozinho. Mas se quer ir longe, vá em grupo. É assim que Alberto Santin, o Lila, gerente comercial da parte de grãos da Coopertradição iniciou sua fala sobre os trabalhos realizados na cooperativa, principalmente sobre o ano de 2015, marcado pela crise econômica que assolou o Brasil, mas que não atingiu a instituição.

Em suas palavras, a Assembleia Geral Ordinária, ou AGO, tratou de tudo que foi realizado em 2015, realizando a prestação de contas para todos os cooperados, seja na área de insumos, de grãos, enfim, toda carteira e portfólio que a cooperativa tem, além de tratarmos também sobre as metas e perspectivas e ações a serem tomadas para 2016, safra 2015/2016, disse.

Sendo assim, na sexta-feira, 12 de fevereiro, os 1.272 cooperados foram convidados para se inteirar da situação da Coopertradição.

Santin explica que, antes da AGO, foram realizadas pré-assembleias em todas as cidades nas quais há unidades da Coopertradição, como Palma Sola, Renascença, Palmas, Coronel Vivida e Clevelândia.  A assembleia geral fez esse fechamento de ciclo, reunindo todos os cooperados. Ela foi uma síntese de todo o trabalho realizado, onde foi colocado o resultado final, define.

O presidente da Coopertradição, Julinho Tonus, conta que, depois de fazer as pré-assembleias em todos as filiais, nós estamos fazendo nossa AGO, que é a prestação de contas definitiva do ano, onde há a participação de todos os entrepostos, principalmente da matriz, aqui de Pato Branco. É onde vamos expor a prestação de contas do que a gente realizou durante o ano, as metas que nos comprometemos no ano passado — e cumprimos —, os nossos investimentos. Então, hoje estamos reunidos para dizer que o trabalho que a gente planejou no outro ano foi realizado. Também vamos iniciar um planejamento para 2016, tantos nas metas de recebimentos de grãos e defensivos, os projetos todos de investimento que a cooperativa está fazendo, entre outros aspectos. Esse é um dia muito especial, no qual a gente vai apresentar um resultado na cooperativa de 2015 com todos os detalhes e também planejando o 2016.

Para o presidente, a prestação de contas mostra que os ventos estão a favor dos cooperados. Mais uma vez trouxemos grande planejamento e fizemos uma grande tacada quando, há 2 anos, explicamos aos nossos cooperados a importância do projeto de fidelização. Isso nos fortaleceu muito em 2015, porque a gente realmente pôde cumprir com muita facilidade tudo o que planejamos em virtude da participação do nosso cooperado. Tivemos um ano fantástico, ficando com números 20% acima da nossa supervisão de faturamento. Tivemos um resultado muito bom, também acima do esperado, com quase  R$ 16 milhões de sobras, dos quais R$ 5,2 milhões foram distribuídos aos cooperados. Então, com investimentos, e com mais uma aquisição de uma entreposto, tivemos além do que a gente planejou, afirmou.

O resultado, conforme Tonus,  desta superação do desempenho que deixou a Coopertradição muito feliz por 2015, deve se refletir ainda em 2016. Sabemos que este vai ser um ano um pouco mais difícil, mais vejo eu que o agronegócio está andando com os próprios pés, com a própria força. Ainda assim, esperamos dificuldades, a gente vê que vai ser um crédito um pouco mais difícil, um pouco mais caro, mas a cooperativa está dentro de um planejamento bem legal. O nosso agricultor se capitalizou um pouco mais que nos outros anos, e a gente tem feito um bom trabalho nesses quase dois meses que já se passaram do ano de 2016. Já temos visto bons resultados e o agricultor muito feliz, confirma.

Setor agrícola e a crise

Mesmo com as dificuldades econômicas que o Brasil vem enfrentando desde o ano passado, o setor do agronegócio desponta como o pilar que sustenta o país. Mesmo que sinta dificuldades e que seja prejudicado, ele deve ser um dos últimos setores a realmente sofrer déficits.

Sobre isso, o presidente acredita que Coopertradição conseguiu, além de crescer em meio a tal situação, mostrar ao seu cooperado que atravessar esse período com união é uma saída inteligente. Juntos, nós devolvemos R$ 4,5 milhões em dinheiro para os cooperados. Eles ficam muitos felizes, porque é um conjunto de medidas que vem do resultado deles, uma soma de esforços que é deles. Vejo que a participação, hoje, da cooperativa, é a grande essência sobre o resultado, a gente sentar junto e decidir o que vai fazer. Esses R$ 5 milhões eles já pegaram em dinheiro, proporcionaram, cada um, sua movimentação. Hoje, durante a AGO, a gente vai distribuir mais R$ 1,4 milhão. São quase R$ 6,5 milhões em devolução. É uma coisa importante porque, além de todos os investimentos que a gente fez, a gente ainda realmente está devolvendo uma parte. Se eles ficaram felizes, eu fico mais feliz ainda, em fazer um trabalho legal. Me sinto mais feliz ainda com eles participando juntos, administrando a cooperativa junto com a gente. Espero que em 2016 tenhamos um resultado melhor ainda, ou ao menos igual ao de 2015, fala.

Alberto Santin mostra o mesmo posicionamento de Julinho Tonus, acreditando que 2015 foi fechado com chave de ouro pela Coopertradição e acreditando que, em 2016, o setor também não será prejudicado pela crise. A gente pode dizer que a Coopertradição trouxe um resultado positivo, atendendo os anseios de todos os produtores e cooperados, e a expectativa, é claro, como se prevê uma crise, é de toda uma precaução tomada para isso. Acredito que automaticamente se recua na questão de investimentos, de rever custos, comenta.

Sobre financiamentos, Santin fala que os recursos foram encurtados de maneira geral. Estamos no início do ano, mas já notamos que houve uma diminuição na oferta de recursos. Nos outros anos, você tinha uma oferta abundante, hoje você tem a demanda, porém a oferta de recursos pelo mercado financeiro não é suficiente, acredita.

Contudo, ele ressalta que todas as políticas públicas de 10, 12 anos pra cá têm privilegiado as categorias organizadas. A cooperativa nada mais é do que uma organização de produtores cooperados, o qual o dono é próprio cooperado do seu negócio. É a maneira mais fácil de se administrar propriedade. É claro que não podemos esquecer que nem todo ano é igual. Tem anos em que é fantástico trabalhar com cooperativa, e tem anos que nem tanto. Por exemplo, no caso do milho, este ano, há uma demanda desenfreada. A gente viu o milho sair de R$ 20 reais a saca para R$ 40, porque a área de plantio foi reduzida e automaticamente as indústrias, que esperavam ter agora uma fartura, não têm produto para comprar. Neste caso, a cooperativa não consegue controlar, porque não tem o produto. Quando é importante a cooperativa? Quando há excesso de produto e a cooperativa está do lado para amparar o produtor na comercialização, no armazenamento. Em várias situações que são pertinentes à comercialização dos produtos agrícolas que fazem parte do papel da cooperativa em atender o seu cooperado, explica.

Santin também conta que o excesso de chuva no pós-plantio de trigo gerou problemas na cultura do cereal. Era uma safra a qual a Coopertradição estimava receber em torno 60, 65 mil toneladas, e acabou recebendo em torno de 25, 26 mil toneladas. Foi uma redução, no mínimo, 50% do volume esperado. Este não foi um caso específico da Coopertradição, mas de todo o Sudoeste. Essa sim é uma perca irreparável, porque você não tem o produto. Não é o fato da cotação não estar atendendo o anseio do produtor, mas a falta do produto físico mesmo, disse.

Cooperados

Roberto Hasse, um dos fundadores da Coopertradição, e que permanece cooperado até os dias atuais, esteve presente na AGO. Eu vejo o serviço da Coopertradição como uma grande empresa, que chegou para ficar e para crescer junto com seus associados. Uma vez que o cooperado contribua de verdade e faça todas suas transações dentro da cooperativa, tanto da compra quanto da venda, ele só se fortalece junto à Coopertradição, por isso a importância da fidelização, diz.

Para ele, 2016 é um anos que novamente tem tudo para dar certo. Prevemos pequenos entraves, mas isso nós temos que resolver e deixar que as coisas caminhem na direção certa, finaliza.

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