Diretoria valorizará atletas da base para a Série B

Com limitações financeiras, o Vasco foca na manutenção da base da equipe que terminou o Campeonato Brasileiro e apostará na prata da casa para a temporada de 2016, onde enfrentará pela terceira vez a Série B. Ao menos seis jovens serão promovidos ao time profissional e se juntarão aos que já haviam sido alçados pelo técnico Jorginho.

Entre as caras novas estarão o goleiro Gabriel Félix, o zagueiro Kadu Fernandes –ambos iniciam a pré-temporada com o elenco em janeiro– e os meias Andrey e Evander, do time sub-17, que disputarão a Copa São Paulo de juniores e em seguida serão integrados.

Os também meias Matheus Vital e Matheus Índio, além do atacante Renato Kayzer, são outros que subirão para a equipe principal. Eles já haviam treinado algumas vezes entre os profissionais, sendo que o primeiro fez sua estreia no decorrer do jogo contra o Coritiba, pela última rodada da Série A de 2015.

Andrey, Evander, Vital e Índio colecionam passagens por Seleções Brasileiras de base, sendo que Evander é o atual camisa 10 da equipe sub-20 do país e visto como a grande promessa dos últimos tempos no clube.

O meia Guilherme Costa e o atacante Yago, que estavam emprestados, também deverão ser aproveitados.

Badalado após um início no profissional com gols e boas atuações no fim de 2013 e início de 2014, o atacante Thalles caiu em descrédito com o técnico Jorginho e ainda perdeu uma vaga no Mundial Sub-20 com a seleção brasileira. Após ser criticado publicamente pelo treinador ao não comparecer a um treino, ele parece ter ganho o perdão do comandante e também terá sua chance.

?Quando eu subi tinha que levar café para os mais velhos. Eu tinha que fazer isso, o respeito é muito grande e hoje não tem. Mas não tem essa cobrança, às vezes há uma reivindicação do jovem, porque alguém tem… Claro que vai ter [privilégios]. O Rodrigo tem 35 anos, ele vai ser tratado diferente, sim. O Thales é um jogador que eu gosto. Poderia até ser avô dele. Por isso eu pegava no pé dele. Eu quero que qualquer um que encontre o Thales, cobre dele, senão ele vai jogar fora [a oportunidade]. Ele emagreceu e terminou o campeonato com uma credibilidade diferente. Thales não é um jogador. É um projeto?, disse Jorginho ao canal SporTV.

Com alguns jogadores valorizados mesmo com o rebaixamento, casos do meia Nenê, do zagueiro Luan e do lateral direito Madson, o técnico mantém confiança na diretoria de que tais atletas serão mantidos.

?Para mim, o presidente [Eurico Miranda] falou que todos vão ficar, que eles têm contrato. Sobre o [volante] Serginho, ele falou que vai fazer o possível para a renovação, foi um pedido nosso. O Nenê só tem o compromisso para liberar para fora. Aqui tem que pagar sei lá, R$ 300 milhões, o que é um absurdo. Se pagar R$ 300 milhões, aí vende?, disse o treinador em meio a risos.

No caso de Luan, há um acordo em relação às bases salariais com o Corinthians, mas seu empresário nega e Eurico garante que ele não sai e é inegociável.

?Temos que estar atentos em relação a isso, sabendo que pode acontecer um caso ou outro. Mas, sinceramente, o Luan é um jogador extremamente importante, é uma cria do Vasco, não gostaríamos de perdê-lo. Seja na situação dele, do Nenê ou de outro jogador, vai ser por extrema necessidade. Porque o presidente falou que, a não ser que seja uma coisa muito vantajosa para o Vasco, todos vão ficar?, declarou Jorginho.

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