Dossiê de ONG denuncia Rio-2016 por violações a direitos humanos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os Jogos Olímpicos do Rio-2016 foram acusados de violar os direitos de crianças e adolescentes, de acordo com um relatório elaborado pela ONG Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do RJ, que analisa a ligação de megaeventos no Rio de Janeiro a violações dos direitos humanos.

A quarta versão do relatório ‘Jogos da Exclusão’ –a primeira foi lançada em março de 2012– detalha pontos de desrespeito ligados a questões de moradia, mobilidade, trabalho, esportes, meio ambiente, segurança pública, gênero, criança e adolescente, e informações e orçamento.

Segundo o dossiê, 4.120 famílias perderam suas casas e outras 2.486 estão ameaçadas pela mesma situação como resultado do avanço de projetos de infraestrutura ligados aos Jogos e à Copa do Mundo de 2014. Como consequência, a ONG afirma que milhares de crianças foram realocadas e perderam, pelo menos temporariamente, acesso a educação, saúde e outros serviços.

Segundo o dossiê, jovens foram vítimas de violência policial e do Exército, remoções, exploração sexual e trabalho escravo. A Operação Choque de Ordem, criada em 2009 e intensificada durante os megaeventos promovia a “limpeza das ruas”, com o recolhimento de lixo, mercadorias ilegais de ambulantes, mas também pessoas que estejam morando nas ruas.

Antes da Copa, diz o dossiê, houve um aumento de exploração sexual e assédio a meninas pobres e em situação de vulnerabilidade – entre 9 a 17 anos – perto de novas zonas de prostituição criadas no entorno das obras dos estádios.

O Comitê Popular e os parceiros na elaboração do material pedem que o Comitê Olímpico Internacional (COI) se assegure de que os Jogos no Rio não causem ou exacerbem os abusos aos direitos de criança e adolescentes no Rio.

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