Elias critica horários de jogos e pede ingressos mais baratos

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O meio-campista corintiano Elias não ficou em cima do muro ao ser perguntado sobre o sucesso de público dos jogos às 11 h de domingo no Campeonato Brasileiro. Para ele, se realizados, outros ajustes de preços e horários fariam os estádios encherem mais no Brasil. O Corinthians tem o segundo ingresso mais caro da Série A.
“Quem sabe se tirarem o horário das 22 h e diminuírem para as 20 h, quem sabe diminuírem o preço dos ingressos. Vai lotar não só às 11h, mas às 16h, às 19h30. São coisas para se pensar na melhoria do espetáculo. Eu joguei na Europa e no Juventus da Mooca às 11h”, afirmou Elias.
Neste sábado (18), Corinthians e Atlético-MG irão jogar às 21h. Elias disse esperar por um grande público em Itaquera. “O Atlético-MG é uma equipe de massa e com torcida tão fanática como a do Corinthians. A gente vem do maior jogo do Brasil, agora tem outro adversário de massa e que está jogando um bom futebol. Tem tudo para ser um grande jogo, então o torcedor vai comparecer. Ele vem nos apoiando”, declarou.
Outro tema discutido na entrevista é a diferença de comportamento de Elias entre o Corinthians e a seleção brasileira. Sem entrar no mérito sobre Dunga, ele deu a entender que com a camisa corintiana tem mais possibilidades de avançar, até porque os sistemas táticos são diferentes.
“O Tite nunca tira minha liberdade. Pede que eu marque e, com a bola, chegue no ataque. Quando tem um jogador que tem atacando muito, coloca alguém para encaixar a marcação. A gente joga em 4-1-4-1, com um volante. Eu faço o outro meia com o Renato [Augusto]. Na teoria, tenho que marcar mais que o Renato e fico mais preso que ele. Às vezes, ele compensa quando eu saio. E quando eu saio, o adversário coloca um jogador nas minhas costas”, declarou.
Em relação à vitória do último domingo (12) no Maracanã, Elias disse que atendeu a um pedido do pai dele para não comemorar gol contra o Flamengo
“Meu pai que me ligou em horário que não era propício e isso ficou na minha cabeça. Fiquei até bravo, mas pensei: ‘será que ele estava pressentindo alguma coisa??. Comemorei com meus companheiros, fui ao banco, como sempre faço, mas eu comemorei”.

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