Em baixa, Medina, Slater e Fanning fazem ‘bateria dos sonhos’ na África

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A quarta rodada da sexta etapa do Mundial de surfe, na África do Sul, vai reservar uma “bateria dos sonhos”, já que terá o brasileiro Gabriel Medina, 21, atual campeão da competição, o americano Kelly Slater, 43, que ostenta 11 títulos, e o australiano Mick Fanning, 34, tricampeão. São, ao todo, 15 conquistas ao mesmo momento no mesmo mar.
Esta será a primeira vez que os três vão se enfrentar numa bateria válida pelo Mundial. O confronto não é eliminatório. O primeiro colocado avança diretamente para as quartas de final, enquanto o segundo e o terceiro vão para a repescagem.
A primeira chamada para a retomada da competição será feita às 2h30 (de Brasília) desta quarta-feira (15).
Apesar de já ser chamada de a “bateria dos sonhos”, o confronto acontece num momento ruim e de muita pressão para os três surfistas, que lutaram pelo título do Mundial em 2014 até a última etapa, na praia de Pipeline, no Havaí, mas estão em baixa agora.
Até aqui, só Fanning conseguiu vencer em 2015. O australiano ganhou em Bells Beach, na Austrália, ao bater na final o paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, 28. Depois disso, porém, ele acumulou resultados modestos: 13º em Margaret River, nono no Rio e nono também em Fiji. Atualmente, ele ocupa a quarta colocação no Mundial, a 3.050 pontos de Mineirinho, que também está na quarta fase na África do Sul.
Já Medina e Slater vivem uma situação muito pior do que Fanning na temporada.
Após cinco etapas, esta é apenas a segunda vez que o paulista consegue passar para a quarta fase. O seu melhor resultado até aqui é a quinta colocação em Bells Beach. Tanto em Gold Coast como no Rio e em Fiji, ele não conseguiu passar da terceira rodada. Em Margaret River, ele caiu logo na segunda rodada.
“O ano tem sido difícil para mim e é muito bom se classificar para a próxima fase. Agora é uma rodada em que ninguém é desclassificado e é mais tranquilo. Você pode escolher suas ondas e fazer aquilo que quer”, disse Medina.
O brasileiro ocupa apenas a 20ª posição do Mundial, com 10.950 pontos. Trata-se do pior início de Mundial de Medina, que disputa a elite do surfe efetivamente desde 2012.
Ele beira a zona de rebaixamento para a divisão de acesso do campeonato do próximo ano. Dos 34 surfistas que disputam a elite, 22 se mantêm. Os 12 últimos são rebaixados a uma espécie de segunda divisão em 2016.
Apesar de sua experiência, Slater também acumula resultados modestos na temporada. Assim como Medina, o seu melhor resultado após cinco etapas foi o quinto lugar em Margaret River.
Em Gold Coast, ele ficou em 13º, bem como no Rio. Tanto em Bells Beach como em Fiji, ele ficou em nono. Atualmente, ocupa a 11ª posição no ranking, com 16.700 pontos, bem distante do líder, que tem 28.000 pontos.
“Em Jeffreys Bay [na África do Sul, onde acontece a sexta etapa do Mundial] há algumas daquelas ondas em que você cresce desejando que pode surfar. Eu tenho grandes memórias aqui e é um lugar realmente legal. As condições estão boas, tem algumas ondas, mas a ondulação está baixando”, disse Slater.

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