Em tratamento de lesão, volante Gabriel pediu para jogar final

GUILHERME SETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em agosto, quando o volante Gabriel rompeu os ligamentos do joelho esquerdo, talvez ninguém soubesse o tamanho do impacto que isso teria sobre a equipe do Palmeiras. A perda do líder de desarmes da equipe foi também a saída de um dos principais responsáveis pela troca de passes dinâmica e o jogo cadenciado que então caracterizavam a equipe.

Os quatro meses desde a lesão geraram um abismo técnico na equipe, que agora abusa da ligação direta e tentará reeditar seus melhores momentos nesta quarta-feira (2), na decisão da Copa do Brasil contra o Santos.

Treinando há poucas semanas com bola após meses de fisioterapia e academia intensas, Gabriel não manca mais, e às vezes se deixa enganar sobre seu estado físico.

“Pedi diariamente para os médicos e fisioterapeutas do Palmeiras me liberarem para jogar. Eu estou me sentindo bem, a recuperação vem sendo excelente. Mas não deixaram, claro. Eles me conhecem, sabem que eu pediria para estar em campo, mas internamente os ligamentos ainda estão cicatrizando”, diz à reportagem.

“O risco seria muito grande de piorar a lesão. Os médicos me disseram que seria uma loucura tentar voltar agora.”

Segundo ele, ainda faltam dois meses para que a recuperação seja completa. Por enquanto, ele ainda não começou a bater na bola, para não forçar o local lesionado, e tem corrido lateralmente aos poucos.

“Estou aproveitando esse tempo parado para me aprimorar de outras formas que não treinando e jogando. Tenho assistido muitos jogos de futebol, para entender melhor de posicionamento, tática, entre outras coisas”, conta.

“Bate uma tristeza de não jogar a partida mais importante do ano, que vai decidir tanta coisa para a gente”, lamenta, sobre a ausência na final contra o Santos. “Mas fico feliz que o grupo tenha chegado longe e esteja brigando para ser campeão.”

Sobre a crise técnica do time desde sua saída, ele credita às características dos jogadores que entraram.

“Eu tenho uma característica, que não é a mesma dos que vêm jogando. O esquema tático não mudou, mas a identidade da equipe muda quando você troca as características dos jogadores. Mas a equipe tem sido forte, guerreira, e o grupo tem mérito em ter chegado na decisão”, explica.

“O Palmeiras é muito forte na bola parada. Mesmo com as dificuldades na saída de bola, temos personalidade para jogar, criamos chances de gol. Temos um ataque que, principalmente em casa, leva muito perigo ao adversário. E o principal fator é o Allianz Parque. A torcida faz um caldeirão, apoia muito”, diz o volante, listando os pontos fortes do time contra o Santos.

Nesta quarta, contra sua vontade, Gabriel não estará em campo. Matheus Sales e Arouca serão a dupla de volantes do técnico Marcelo Oliveira.

“O Santos vai sentir a nossa força na nossa casa, e eu vou disputar a Libertadores em 2016 pelo Palmeiras”, sentencia a principal peça faltante na equipe do Palmeiras.

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