Embrapa e Meridional lançam três cultivares de soja

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa lançam hoje em Cascavel, três cultivares de soja — a BRS 1010 IPRO, a BRS 388RR e a BRS 399RR.

Segundo os pesquisadores a BRS 1010IPRO tem como diferencial o alto potencial produtivo associado aos benefícios da tecnologia Intacta RR2 PRO™. Essa tecnologia reúne características como a resistência ao herbicida glifosato para o manejo de plantas daninhas e também tem a toxina Bacillus thuringiensis (Bt).

A variedade ainda é descrita como uma cultivar precoce, com crescimento indeterminado e excelente potencial produtivo.

O pesquisador Carlos Arrabal Arias explica que a cultivar possui resistência às doenças cancro da haste e mancha olho de rã. Também tem resistência à podridão radicular de Phytophthora. A BRS 1010 IPRO é indicada para Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Com tolerância ao glifosato, a BRS 388RR também tem recomendação de produção no Paraná e São Paulo, além do Mato Grosso do Sul e Goiás. A variedade que é uma cultivar transgênica, possui crescimento indeterminado e ciclo precoce, o que segundo os pesquisadores pode ser utilizado em sistemas de produção que utilizam a safrinha de milho. Esta cultivar tem alto potencial produtivo e excelente estabilidade em diferentes épocas de semeadura e ambientes de produção, diz Arias.

A terceira variedade a ser apresentada é a BRS 399RR, que segundo a Embrapa e a Meridional apresenta alto potencial produtivo além de boa sanidade. Devido a sua precocidade, favorece a semeadura da segunda safra de milho, destaca Arias, apontando que as regiões produtoras recomendadas abrangem o Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Segundo o pesquisador Waldir Dias, da Embrapa Soja, a BRS 399RR é resistente aos nematoides de galha e ao nematoide de cisto, parasitas que competem com a planta por água e nutrientes (parasitismo) e promovem necroses nos tecidos, o que pode diminuir a capacidade da planta em absorver água e nutrientes do solo. Os percentuais de redução na produtividade vão depender do nematoide envolvido, da densidade populacional do nematoide no solo, de atributos do solo e do grau de suscetibilidade da cultivar utilizado pelo agricultor, explica o pesquisador.

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