Equipe brasileira de vela tem dia de trabalho braçal no lago Ontário

ITALO NOGUEIRA, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – A equipe brasileira de vela enfrenta nesta segunda-feira (6) a fase braçal da disputa dos Jogos Pan-Americanos. Os atletas fizeram ao longo do dia a limpeza e montagem dos barcos.
Principal expectativa de medalha, a dupla campeã mundial Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX) era a que mais sofria. Elas alugaram um barco no Canadá para a disputa do Pan. Elas têm um barco no Brasil e outro na Europa para as disputas do circuito mundial, mas não poderão usá-los.
“Alugamos este porque não daria tempo para voltar com o barco para a disputa no Brasil [do evento-teste da Olimpíada] em agosto”, disse Kahena.
Além de Grael e Kunze, a velejadora Patrícia Freitas também trabalhava duro para limpar sua prancha da classe RS:X. Ela usava água mineral para limpá-la.
Os atletas também discutiam quem navegaria com a embarcação de Robert Scheidt (classe Laser) para leva-la até o Royal Canadian Yatch Club, onde ficarão os barcos até o dia da competição. Ele participa do Mundial da classe Laser em Kingston, também no Canadá.
Um motivo de preocupação dos atletas é o fato dos barcos terem de ficar na água. Isso ajuda a acumular sujeira no fundo da embarcação, o que afeta do desempenho.
“Não é o ideal. Mas é igual para todo mundo”, disse Cláudio Biekarck (classe Lightning).
O preparo das embarcações é feito num píer próximo à Vila dos Atletas. Elas devem ser levadas ao clube até as 17h. Na terça-feira (7), todos os barcos e o clube serão vistoriados pela polícia, por medidas de segurança.

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