Ex-presidente da Conmebol pede mais tempo para pagar fiança nos EUA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A defesa do paraguaio Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol, pediu mais tempo para pagar o acordo de prisão domiciliar com a Justiça americana que prevê fiança de US$ 20 milhões (cerca de R$ 80 milhões) caso ele fuja.

O total de US$ 10 milhões (R$ 40 milhões) deveria ter sido depositado em favor dos Estados Unidos até a sexta-feira passada (18), mas sua defesa pediu extensão do prazo para até esta quarta (23). E, novamente, o valor não foi pago.

“O senhor Napout já entregou os US$ 10 milhões para ser depositado no tribunal. Necessita de um tempo adicional para que os fundos de bancos fora dos Estados Unidos sejam transferidos para cumprir de maneira completa o acordo”, escreveu o advogado de Napout, John Pappalardo, em uma carta.

Pappalardo pede que o prazo seja estendido até o dia 15 de janeiro de 2016 e assegura, na carta, que este é o “pedido final”.

Napout estava preso na Suíça desde o dia 3 de dezembro, acusado de cobrar propina de executivos para ceder direitos comerciais de torneios na América do Sul, e aceitou ser extraditado para os EUA no dia 7. Ele nega as acusações.

O acordo de Napout prevê ainda uma carta de fiança bancária de US$ 7 milhões (R$ 28 milhões), a hipoteca de um imóvel avaliado em US$ 3 milhões (R$ 12 milhões), além de restrições de movimentação similares à imposta ao ex-presidente da CBF José Maria Marin.

Como o dirigente brasileiro, o paraguaio não poderá manter contato com outros dirigentes, precisou entregar seus passaportes italiano e paraguaio, foi submetido a monitoramento eletrônico e precisa de autorização e supervisão para deixar sua residência. Ele também terá de custear segurança privada permanente dentro de casa.

A fiança de Napout é uma das mais altas do caso, de mesmo valor que a de Alejandro Burzaco, ex-presidente da Torneos. Marin se comprometeu com US$ 15 milhões (R$ 60 milhões), caso fuja. E o o ex-vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb, com US$ 10 milhões (R$ 40 milhões). A de Aaron Davidson, ex-presidente da Traffic USA, é de US$ 5 milhões (R$ 20 milhões).

Com France Presse

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