Fifa bane chileno responsável por inspeção a sedes de Copas por 7 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O comitê de ética de Fifa baniu o ex-presidente da federação chilena Harold Mayne-Nicholls, responsável por liderar a equipe de inspeção aos países candidatos a receber as Copas de 2018 e 2022, de qualquer atividade ligada ao futebol por sete anos.
Mayne-Nicholls foi punido após ter trocado e-mails com dirigentes do Qatar. Nos documentos, o chileno indagou se seus filhos poderiam treinar em uma academia esportiva no país asiático, além de ter conversado sobre uma vaga de treinador de tênis para um de seus cunhados.
Sob o comando do ex-presidente da federação chilena, a equipe de inspetores da Fifa classificou a candidatura do Qatar como de alto risco, a pior avaliação entre todas as nove nações visitadas. Ainda assim, o país foi escolhido pelo comitê executivo como sede do torneio de 2022.
Um dos dirigentes investigados pela Fifa após o relatório do promotor norte-americano Michael Garcia, Mayne-Nicholls considera a divulgação da punição estranha, já que há recursos pendentes.
“Me estranha que a Fifa publique uma sanção que tem recursos pendentes, podendo ser modificada por órgãos judiciais superiores”, afirmou por meio do Twitter.
“Apelarei aos órgãos judiciais superiores estabelecidas nos estatutos da Fifa e do TAS [Tribunal Arbitral do Esporte] contra a decisão em primeira instância. Peço compreensão. Não posso fazer mais comentários em razão da proibição expressa do comitê de ética”, completou.
Além de Mayne-Nicholls, o comitê de ética investiga o vice-presidente da Fifa, o espanhol Ángel María Villar Llona, o tailandês Worawi Makudi e Franz Beckenbauer. O ex-jogador alemão, entretanto, já se desligou da entidade após decidir não auxiliar na apuração de irregularidades nas escolhas das sedes dos Mundiais.

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