Final do Mundial terá duelo de gerações e estilos diferentes

A última etapa do Mundial de surfe deste ano, que acontece na praia de Pipeline, no Havaí, terá uma briga de gerações.

Os experientes Mick Fanning, 34, e Adriano de Souza, o Mineirinho, 28, lutam pelo título ao lado de Filipe Toledo, 20, e Gabriel Medina, 21, expoentes da nova e talentosa safra de surfistas.

Fanning já é tricampeão mundial e está em sua 14ª temporada na elite. Mineirinho, por sua vez, disputa o campeonato pela décima vez na sua carreira e ainda luta pelo seu primeiro título.

“A experiência é um trunfo meu para conquistar o Mundial em Pipeline”, disse Mineirinho à Folha de S.Paulo.

Medina e Filipinho não possuem tanta experiência assim, mas fazem parte do hall de melhores surfistas do mundo na atualidade.

O primeiro até já foi campeão (em 2014 ), logo em sua quarta temporada no Mundial, enquanto o segundo brilhou neste ano ao ganhar três etapas.

Além de contrapor experiência e juventude, a grande decisão em Pipeline opõe ainda dois estilos diferentes de surfe.

Fanning e Mineirinho apostam no surfe clássico. Por outro lado, Filipinho e Medina ousam mais e jogam todas as suas fichas no surfe progressivo (ou moderno).

Por clássico, compreende-se o estilo tradicional de se surfar, sem ser tão radical ou vistoso, mas com manobras seguras e conhecidas, como rasgadas e batidas.

“É o meu estilo. E é assim que gosto de surfar e que me dou bem”, disse Mineirinho.

Já Filipinho e Medina abusam dos aéreos –quando o surfista salta pela onda– e de novas manobras, um estilo que não agrada tanto aos mais tradicionais.

Porém, se bem executados, esses movimentos podem arrancar altas notas dos juízes.

“Sempre gostei dessas novas manobras. Vivo assistindo vídeos de aéreos. Cada um tem um estilo e esse é o meu. Não vou deixar de ser assim”, disse Filipinho.

Em Pipeline, porém, os quatro surfistas –além de Owen Wright e Julian Wilson, que correm por fora pelo título– deixarão de lado esses movimentos.

O que importa são os tubos, manobra em que o surfista se posiciona para ficar debaixo da onda em forma de tubo e tenta sair antes que ela se feche.

Rasgadas, batidas e aéreos, nesse caso, não são tão valorizados pelos juízes.

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