Ginástica artística feminina é bronze em Toronto

A medalha de bronze conquistada pela equipe feminina de ginástica artística foi o resultado da soma da consistência e experiência de Daniele Hypólito, de 30 anos; da leveza de Flávia Saraiva, 15 anos; e da vontade de crescer no esporte de Lorrane Santos, 17, Letícia Costa, 20, e Julie Kim, 17.

Divulgação COB

Em seu quinto PAN, Daniele Hypólito usou toda a sua tranquilidade para ser a primeira brasileira a se apresentar em cada um dos aparelhos na competição por equipes da ginástica artística feminina, na noite do domingo (12), no Toronto Coliseum. Com beleza e precisão, abriu caminho para as estreias em Jogos Pan-americanos das outras quatro meninas. A equipe brasileira somou 165.400 pontos, ficando atrás de Canadá, com 166.500, e do campeão Estados Unidos, com 173.800.

Quando o treinador te bota para abrir os aparelhos, é uma pessoa de confiança que ele bota ali. Porque você tem que passar segurança para todas elas, que vêm depois, analisa Daniele, que agora soma dez medalhas pan-americanas, sendo três de prata e sete de bronze.

Mas pode aumentar a coleção, já que nos próximos dias participa das finais de salto, solo e individual geral — a prova serviu também como classificatória para as decisões por aparelhos. Agora dá para falar: esse é meu último Pan, e estou me preparando para meu último mundial e minha última Olimpíada. É contagem regressiva. Mas mostrei aqui que não estou no grupo só pela minha experiência. A cada competição, estou tentando aumentar o grau de dificuldade.

O Brasil só não classificou nenhuma atleta para a final de barras assimétricas. No individual geral, além de Daniele, participará Flávia Saraiva, que encantou o público, principalmente no solo e na trave, aparelhos em que se classificou como finalista. Na trave, Flávia ficou com a melhor nota do dia, 14.550 pontos, despontando como favorita à medalha de ouro. Além delas, Julie Kim fará a final da trave.

O grande nome brasileiro da disputa pelo individual geral também é a Flávia, não eu, mas vou fazer meu máximo, disse Daniele, generosa com suas companheiras de time: A gente sentiu bastante a perda da Rebeca (Andrade), que se contundiu e não pôde vir. Ela é, hoje, a principal nota do Brasil. Mas a gente se recompôs rapidamente. Vão ficar meninas muito fortes para dar continuidade ao trabalho da minha geração, da geração da Daiane, da Jade, da Laís.

A disputa individual geral acontece nesta segunda-feira (13), enquanto as finais por aparelhos serão realizadas nos dias 14 e 15 de julho.

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