Handebol feminino tem disputa pela camisa 18, e a 10 sobra

MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Esqueça o futebol e as escalações de 1 a 11, na seleção feminina de handebol no Pan há camisas 33, 60, 81… E a briga é pelo número 18, não pela clássica 10.
Mas vestir a camisa 10 é só para a craque do time? Pode até ser, pois a destaque da estreia do Brasil em Toronto foi a ponte direita Jéssica Quintino. Ela mesma, porém, conta que a camisa não era a sua preferida.
“A 10 na seleção era da [Aline] Pará e quando ela parou a camisa sobrou”, diz Jéssica, que queria vestir a 18, mas agora tem o número que foi da atleta que esteve nas Olimpíadas de Atenas-2004 e Pequim-2008 nas costas.
Jéssica ficou fora da equipe que foi campeã mundial em dezembro de 2013, pois rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho antes da competição na Sérvia.
Quando a seleção subiu ao pódio, entretanto, a camisa 10 dela estava lá, como forma de homenagem à jogadora que fez parte de toda a preparação.
Já Deonise não perdeu o Mundial, mas a ausência da seleção por um tempo a fez perder a cobiçada camisa 18 em 2010. Quem ficou com o número foi Duda, eleita a melhor jogadora do mundo no ano passado.
“Eu sempre fui a 18 da seleção. Mas no período que me afastei, a Duda pegou. Então inverti os números e hoje jogo com a 81. E com a Duda é melhor não brigar, né?”, brinca a armadora direita de 1,80 m e 73 kg.
Duda, de 1,86 m e 84 kg, está em fase final de recuperação de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, sofrida em 2014, e não viajou a Toronto.
Além de Deonise, Jéssica e Fernanda também já quiserem vestir a 18. Mas a atual melhor do mundo manteve o número em suas costas.
Há também quem aposte no número da sorte, mesmo que seja com uma adaptação.
“Tenho essa superstição, 3 é meu número da sorte. Mas quando cheguei para jogar na Noruega, em 2011, já tinha uma jogadora lá no clube com essa camisa. Então peguei a 33. Deu certo, e fiquei”, conta a armadora esquerda Jaqueline.
Na seleção, quem ficou com a 3 foi outra brasileira eleita melhor do mundo, esta em 2012, a ponta direita Alexandra Nascimento.
A ponta direita Célia também precisou trocar de número no seu retorno à seleção brasileira, após fica fora de 2010 a 2013.
“Sempre fui a 6, mas como a [armadora] Amanda já estava jogando com ela quando voltei, só adaptei e fiquei com a 60”, diz Célia.
Agora, porém, o número que as jogadoras da seleção estão na cabeça é o 5. Afinal, elas buscam em Toronto o quinto título consecutivo em Jogos Pan-Americanos.
A seleção volta a jogar neste sábado (18), às 12h30, contra o Canadá.

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