Herdeiro do ouro de Thiago Pereira luta para combater lado tiete

PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Brandonn Almeida, 18, herdou a medalha de ouro nos 400 m medley nos Jogos Pan-Americanos de Toronto após a desclassificação de Thiago Pereira.
Mas isso não diminui sua façanha. Uma das apostas da nova geração da natação brasileira, além do ouro, também quebrou o recorde mundial júnior da prova, com a marca de 4min14s47.
Se demonstrou segurança rara para alguém recém-saído da adolescência na piscina, Brandonn tem tido muito mais trabalho fora dela para conter um outro lado seu: o de tiete.
Estreante em Pan, o nadador, que defende o Corinthians, tem brigado contra sua vontade de tirar fotos e abordar atletas que admira.
“A Vila Pan-Americana é uma coisa absurda. Nem no meu maior sonho imaginava que seria desse jeito. Os melhores do mundo passando na sua frente. Queria tirar foto, mas tenho que me concentrar”, afirmou o nadador, que ainda disputará os 1.500 m livre no Pan, neste sábado (18).
“Por exemplo, o [também nadador] Ryan Cochrane, do Canadá, é meu ídolo. E eu vou nadar do lado dele. Mas não posso tirar foto. Aqui, eu estou como adversário. O lado tiete fica para depois. Sei separar bem esse lado”, disse.
Brandonn está surpreso com o próprio desempenho. Não por seu potencial, mas por ter o Mundial júnior de Cingapura, em agosto, como foco principal na temporada. O Pan foi um “plus” na preparação. Ele surgiu como esperança após excelentes resultados nas provas de base e no Troféu Maria Lenk deste ano, na piscina do Fluminense, no Rio.
“Vou disputar três provas em Cingapura e estarei na melhor forma. Mas estou me sentindo bem aqui”, disse, tímido, para depois recobrar a confiança.
“Em 2011, eu estava sentado em casa vendo eles nadarem em Guadalajara. Agora estou aqui. É bem gratificante”.

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