Justiça dos EUA não descarta chance de extradição de Teixeira e Del Nero

MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O presidente da CBF Marco Polo del Nero e o seu antecessor Ricardo Teixeira não estão livres de extradição para os EUA, embora o país não tenha um tratado sobre o assunto com o Brasil. Foi o que afirmou a secretária de Justiça dos EUA, Loretta Lynch, em entrevista nesta quinta (3).

Del Nero e Teixeira estão entre os 16 dirigentes acusados formalmente na nova rodada de investigações sobre a corrupção no mundo do futebol, conduzida pelas autoridades americanas. Eles são acusados de extorsão, fraude e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

O fato de alguns acusados serem de países que não têm acordo de extradição com os EUA, como é o caso do Brasil, não descarta a possibilidade de eles serem levados a uma corte norte-americana, disse Lynch.

“Em relação a indivíduos que estão em outros países, incluindo o Brasil, há alguns com os quais temos tratados de extradição e outros com os quais não temos. Entretanto, isso não exclui, em nossa visão, que ainda venhamos a levar esses acusados a uma corte dos EUA”, afirmou a secretária.

Ela não especificou como isso poderá ocorrer, mas afirmou que, em alguns casos específicos, os próprios acusados poderiam tomar a iniciativa.

Lynch destacou que as autoridades do Brasil estão cooperando com a investigação, incluindo o país entre aqueles com os quais há uma “interação positiva”.

“Estamos extremamente agradecidos pela cooperação de nossos colegas dos órgãos judiciais do Brasil, mas lamento não poder entrar em detalhes”, disse.

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