Mari Paraíba celebra reviravolta após aposentadoria, praia e ‘Playboy’

MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) – Mari Paraíba entrou apenas uma vez, no terceiro set, na vitória por 3 a 2 do Brasil sobre Porto Rico na estreia da seleção de vôlei no Pan.
Mas estar em Toronto já é uma “reviravolta na carreira” da jogadora de 28 anos.
“Há dois anos eu tinha certeza absoluta que ia parar e não ia jogar mais vôlei. Realmente eu estava saturada”, afirma a ponteira à reportagem.
No fim de 2012, Mari decidiu se aposentar das quadras. Foi fazer aulas de teatro e interpretação para TV, um antigo sonho. Seis meses depois, voltava ao esporte, mas no vôlei de praia. E antes do final de 2013, retornava às quadras. Tudo muito rápido para a atleta nascida em Campina Grande (PB).
“Desde os 14 anos estou nessa rotina do vôlei e não queria ver bola na minha frente. É uma vida enclausurada, tem que abdicar de muitas coisas. Nesse tempo parada eu vi que realmente eu queria jogar. Voltei muito mais focada. E com a cabeça muito mais consciente”, diz.
Depois de uma ótima temporada na Superliga pelo Minas, Mari foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira.
Ganhou a confiança do técnico José Roberto Guimarães, que quer aproveitar o Pan de Toronto para dar experiência às novatas da seleção, como ela, em grande eventos.
Companheira de Minas e agora na seleção, Jaqueline está sempre junto à Mari em Toronto. “É importante as mais novas estarem participando agora, ter contato com outros atletas, conhecer, conviver, isso também é crescimento para elas”, diz a bicampeã olímpica (2008 e 2012).
“A Mari tem toda liberdade de me perguntar o que quiser, é minha parceiraça. Estamos no mesmo apartamento na Vila”, completou a ponteira.
‘PLAYBOY’
Jaqueline também contou que nos primeiros dias na Vila a amiga fez sucesso entre os atletas.
“Ela entra no refeitório e os caras já olham”, diz Jaqueline. “Para você também”, responde Mari.
A jogadora, aliás, já chama a atenção há algum tempo. Em julho de 2012 Mari foi capa da revista “Playboy”.
“Coincidiu de eu parar na época da revista e muita gente especulava que era por causa das fotos. Não era. Eu queria um tempo para mim”, recorda a atleta, que não se preocupa com o assédio dentro da Vila.
“Quando eu fiz as fotos, sabia que ia ter uma consequência. Mas não me preocupo, eu nem lembro da revista, na verdade. Não ligo. Falar todo mundo vai falar. Não soltando gracinhas, tudo bem”.
Outras atletas de elite do Brasil também já posaram nuas para a revista, como Hortência, do basquete, e Ida, do vôlei. Ambas foram medalhistas em Jogos Pan-Americanos.
Ida foi prata em Havana-1991, antes do bronze na Olimpíada de Atlanta-1996. Hortência tem um ouro (1991), uma prata (Indianápolis-1987) e um bronze (Caracas-1983), antes do título mundial em 1994.
É o tipo de conquista que Mari espera neste Pan e, quem sabe, na Rio-2016.

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