Metade da África votará em príncipe jordaniano na eleição da Fifa, diz dirigente

Três dias depois de a Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciar publicamente seu apoio ao xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa nas eleições da Fifa, a Associação de Futebol da Libéria divulgou que metade dos países do continente devem desafiar a CAF para votar no príncipe jordaniano Ali bin Al-Hussein na eleição presidencial marcada para o dia 26 deste mês.

De acordo com o presidente da entidade da Libéria, Musa Bility, cerca de 26 países devem votar em Ali bin Al-Hussein – ao todo, a CAF conta com 54 membros. Bility informou nesta segunda-feira que teria conversado com representantes de metade dos integrantes da CAF e descobriu que quase metade dos membros da CAF não pretendem votar no xeque do Bahrein.

A posição vai de encontro à decisão da CAF, que tornou pública na sexta-feira a indicação de voto em Salman bin Ibrahim Al Khalifa, que atualmente é o presidente da Confederação Asiática de Futebol. Contando com o votos da Ásia, o xeque foi alçado à posição de favorito nas eleições com o anúncio da entidade africana.

No entanto, sua candidatura pode perder força se as declarações do presidente da Associação de Futebol da Libéria se confirmarem na votação. Uma divisão nos votos africanos pode favorecer o representante da Uefa na eleição, o suíço Gianni Infantino, que também desponta como um dos favoritos no pleito. O europeu conta com o apoio da Conmebol.

Também estão na briga pela presidência, embora com chances reduzidas de vitória, o ex-vice-secretário-geral da Fifa Jérôme Champagne e o empresário e político sul-africano Tokyo Sexwale.

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