Mineirinho volta à comunidade em que cresceu e para ruas de Guarujá

ÉDER FANTONI, ENVIADO ESPECIAL

GUARUJÁ, SP (FOLHAPRESS) – O surfista Adriano de Souza, o Mineirinho, 28, está, finalmente, em casa.

Cinco dias depois de conquistar o título do Mundial de surfe pela primeira vez na sua carreira, na praia de Pipeline, no Havaí, o atleta chegou ao Guarujá, no litoral de São Paulo, onde nasceu, por volta das 21h30 desta terça (22).

E Mineirinho foi recebido de braços abertos pela população, com direito a gritos de “é campeão”, “o Mundial é nosso” e à música que ficou famosa pelas vitórias de Ayrton Senna na F-1.

Antes de subir no caminhão do Corpo de Bombeiros, o surfista recebeu uma homenagem da prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB).

Sob um forte esquema de segurança, a carreata começou às 22h, na prefeitura da cidade.

“Guarujá é minha origem e é o único lugar em que eu realmente me sinto em casa. É uma tranquilidade que só aqui eu tenho”, disse Mineirinho antes do desfile.

O surfista foi criado numa favela (Santo Antônio) de Guarujá. Hoje, porém, quando não está viajando, fica mais em Florianópolis, capital de Santa Catarina. Já seus pais moram num bairro de classe média do litoral paulista.

“Poder representar Guarujá [no Mundial] é uma honra”, disse Mineirinho.

Depois de sair da prefeitura, o caminhão passou pela favela de Santo Antônio, onde Mineirinho foi calorosamente saudado pelos moradores.

Com celulares nas mãos para registrar o momento, muitos saíram de suas casas para recepcionar o campeão, que teve a companhia do irmão, Angelo de Souza, em cima do caminhão.

“O campeão chegou, o campeão chegou”, gritava um morador.

Um carro de som e bombas anunciavam a chegada do surfista, que não soltava o troféu de campeão.

Enquanto desfilava pelas ruas da cidade, Mineirinho recebia muitos aplausos e dava sinais de positivo.

A carreata deu um nó no trânsito. Mas pouco importava.

Depois de passar pela comunidade de Santo Antônio, a carreata prosseguiu pela praia de Pitangueiras.

E Mineirinho, apesar das 20 horas de viagem do Havaí até São Paulo, e mesmo depois de uma coletiva de imprensa na capital e compromissos com alguns de seus patrocinadores, parecia inteiro. E pronto para mais festa.

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