Morre Juvenal Juvêncio, ex-presidente do São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente do São Paulo Futebol Clube Juvenal Juvêncio morreu nesta quarta-feira (9), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O dirigente estava internado fazendo tratamento contra o câncer de próstata.

Juvenal não revelava a sua idade. Questionado sobre o assunto, não confirmava o ano de seu nascimento. Segundo o site oficial do São Paulo, o ex-presidente tinha 81 anos.

O velório será realizado no Salão Nobre do Estádio do Morumbi (portão 17), a partir das 15h desta quarta. O sepultamento acontece na quinta (10), às 10h, no Cemitério do Morumbi.

Nascido na cidade de Santa Rosa do Viterbo (SP), Juvenal Juvêncio foi advogado, investigador de polícia e deputado estadual entre 1988 e 1990, depois entre 2006 e 2014. Na política, presidiu a antiga Cecap (atual CDHU) entre 1971 e 1975, na gestão de Laudo Natel como governador.

Lançado por Carlos Miguel Aidar como diretor de futebol nos anos 1980, ele foi presidente do São Paulo pela primeira vez entre 1988 e 1990, período em que conquistou o Campeonato Paulista de 1989.

Ele voltou a comandar o clube entre 2006 e 2014 e venceu por três vezes o Campeonato Brasileiro, tornando o time tricolor o primeiro hexacampeão do torneio.

Com três mandatos consecutivos à frente do São Paulo, chegou a ser acusado de “golpista” pelos adversários políticos por ter modificado o estatuto da entidade para se reeleger pela segunda vez, em 2011.

Foi como vice-presidente de futebol, entre 2004 e 2006, na gestão de Marcelo Portugal Gouvêa, que o cartola participou das conquistas mais importantes do clube nos últimos anos. Levantou a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes em 2005.

Juvenal foi o idealizador do CT de Cotia (Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel), local onde treina as categorias de base do clube.

No ano passado, Juvenal apoiou Aidar à presidência do clube e posteriormente foi nomeado diretor das categorias de base. O dirigente, porém, durou apenas cinco meses no cargo.

No final de 2014, Juvenal afirmou ao Painel FC que já tinha iniciado o trabalho para retomar o comando do clube com o seu grupo político.

“Preciso resgatar o São Paulo da besteira que fiz”, disse o ex-presidente, sobre ter apoiado a eleição de Aidar. “A gestão dele vai ser catastrófica. O Carlos Miguel vai me dar subsídios para tirá-lo de lá. Ele mesmo vai se crucificar”, declarou em dezembro passado.

Dez meses depois, Aidar renunciou ao cargo e foi substituído por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Em um ano e meio de mandato, o ex-mandatário tricolor esteve envolvido em uma série de denúncias e escândalos.

POLÊMICAS

Além de títulos, Juvenal Juvêncio colecionou polêmicas no São Paulo. Ele foi um dos principais defensores da realização da Copa do Mundo de 2014 no Morumbi, que acabou preterido pelo Itaquerão.

Em entrevista na sua despedida do cargo, em abril de 2014, o ex-presidente disse que não ter sido escolhido como sede do torneio foi uma vitória enorme do São Paulo.

Na mesma ocasião, sobre a substituição de José Maria Marin por Marco Polo Del Nero na presidência da CBF, ele afirmou não acreditar em mudanças. “Eles são iguais, pensam iguais”, afirmou.

Juvenal se envolveu em polêmicas com adversários por assuntos dentro e fora de campo. Em 2012, quando o ex-presidente corintiano Andrés Sanchez era diretor de seleções da CBF, o dirigente são-paulino o chamou de analfabeto.

Um ano depois, após a equipe tricolor ter sido eliminada pelo Atlético-MG na Libertadores jogando no Independência, Juvenal disse que o estádio onde o time mineiro manda seus jogos era uma arapuca e não tinha segurança.

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