Nasr diz que carro da Sauber limita o seu potencial na F-1

TATIANA CUNHA
SILVERSTONE, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) – O início de temporada foi promissor: quinta colocação no GP da Austrália de F-1 e a melhor estreia de um piloto brasileiro na história da categoria.
Depois disso, porém, Felipe Nasr não conseguiu mais repetir uma performance tão boa nas sete corridas que se seguiram -seu melhor resultado foi a oitava posição no GP da China.
No entanto, o motivo para isso não é segredo para ninguém no paddock da F-1. Em dificuldades financeiras, a Sauber não tem conseguido trazer melhoras para seu carro desde o início do ano como acontece com a maior parte dos times no grid.
Pela programação da equipe suíça, o primeiro pacote com atualizações para o C34 está previsto apenas para o GP da Bélgica, no final de agosto.
“Há muito tempo que nosso carro tem limitado meu potencial. Se tivéssemos evoluído a cada corrida não tenho dúvidas de que teria conseguido terminar mais vezes na zona de pontuação. Acho que o importante agora é termos um plano e ter certeza de que as novidades que a gente trouxer surtam o efeito desejado. De nada adianta trazer quatro ou cinco coisas para ganharmos um décimo de segundo”, disse Nasr nesta quinta-feira (2) em Silverstone, onde neste domingo (5) será disputado o GP da Inglaterra.
Boa notícia para o piloto brasileiro, a Sauber fechou nesta semana a contratação de Mark Smith, ex-Red Bull e Force India, para trabalhar como diretor técnico a partir do próximo dia 13.
Uma novidade que Nasr acredita que irá trazer frutos a longo prazo.
“Acho que este é o início de uma solução para a equipe. Há tempos que precisávamos de uma pessoa para ver o que tem que ser trabalhado, não apenas no carro como também nos procedimentos internos, ver onde devemos evoluir e acho que esta novidade vai neste caminho. Foi uma bela inciativa, mas não podemos esperar grandes mudanças em pouco tempo”, completou o piloto brasileiro.
Para este final de semana, Nasr espera ter menos problemas do que nas duas últimas corridas, quando falhas no freio de seu carro o atrapalharam.
“O problema maior que tivemos foi de refrigeração. Os freios estavam superaquecendo e temos de desenvolver um novo sistema para as próximas corridas em que isso deve ser novamente um problema, como Hungria e Cingapura, por exemplo. Aqui em Silverstone não deve ser uma questão por conta das características do traçado, que não requer muito dos freios”, afirmou.
Os primeiros treinos livres para o GP da Inglaterra, nona etapa do Mundial deste ano, acontecem nesta sexta-feira (3), a partir das 6h (de Brasília). A corrida, no domingo, tem largada prevista para as 9h (de Brasília).

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